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04/04/2007 - 12h17

Polícia reconstitui morte de menina atingida por bala perdida no Rio

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da Folha Online

Equipes da Polícia Civil realizam nesta quarta-feira a reconstituição do assassinato de Alana Ezequiel, 12, morta ao ser atingida nas costas por uma bala perdida durante uma operação do 6º Batalhão da PM (Polícia Militar) no morro dos Macacos, em Vila Isabel (zona norte do Rio), no último dia 5 de março.

O objetivo da reconstituição é determinar se o disparo que matou a menina foi efetuado por criminosos ou PMs. O disparo que matou Alana transpassou o corpo dela, e a ausência de fragmentos prejudica a investigação.

De acordo com a Polícia Civil, a menina foi baleada pouco depois de deixar a irmã de 2 anos em uma creche do morro. Ela chegou a ser levada ao Hospital do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. De acordo com os médicos que atenderam Alana, o tiro atravessou a coluna dela, perfurou os pulmões e atingiu o fígado.

Naquele mesmo dia, outros dois adolescentes, apontados pela PM como traficantes de drogas, também foram mortos a tiros.

Cobrança

Na missa de sétimo dia da filha, a faxineira Edna Ezequiel, 31, cobrou do secretário estadual da Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a identificação dos culpados. "Quero saber de onde veio a bala", disse. O secretário não respondeu.

Compareceram à missa de Alana também Rosa Cristina Fernandes e Elson Lopes Vieites, pais de João Hélio Fernandes, 6, arrastado à morte por criminosos, em fevereiro passado; e Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, cujo guitarrista foi morto em 2006.

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