Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
12/06/2000 - 18h13

Ainda há 6 mulheres em ônibus sequestrado; garota pode ter sido morta

Publicidade

da Folha Online, em São Paulo

Há pelo menos seis mulheres dentro do ônibus que está sequestrado há mais de três horas no Rio de Janeiro. Todas as mulheres estão nos fundos do veículo. A garota que teria recebido um tiro do assaltante não faz parte desse grupo. Segundo uma refém e o ladrão, ela estaria morta, no chão do ônibus.

O ladrão já torturou pelo menos três mulheres. Às vezes, ele colocava a arma na nuca, no rosto e na boca da refém. Fazia contagem regressiva e "marchava" com a refém pelo ônibus.

O assaltante deu dois tiros. Um para dentro e outro para fora do veículo. "Pelo amor de Deus, me ajudem. Ele vai me matar. Ele acabou de matar uma refém", gritava, desesperadamente, uma das mulheres. Ainda não há confirmação de que o tiro tenha atingido alguém. "Já matei uma. Vou matar outra", gritou o assaltante.

Antes disso, ele "marchou" com uma das reféns, identificada como Luana Guimarães, 17, dentro do veículo. Ele segurava a refém, uma estudante, pelos cabelos e apontava um revólver na sua nuca. Ele usava um lençol azul para cobrir a cabeça e o corpo da estudante. Teoricamente, seria essa estudante a garota baleada.

O sequestro já dura mais de três horas. O assaltante exige R$ 1.000, armas e granadas. O ladrão também ameaça atirar contra os policiais.

Três reféns foram libertados. Segundo o coronel Nilton Lourenço, relações públicas da PM, são dois os assaltantes. No entanto, apenas um aparece na janela.

Em determinado momento, esse assaltante, de boné preto e óculos escuros, colocou a cabeça para fora do veículo e gritou para os policiais que a ação não se tratava de um filme. Ele ameaçou também arrancar a cabeça de uma das reféns. Ele também afirmou que iria atirar.

Após essa ameaça, a Polícia Militar retirou todos os jornalistas de perto do ônibus. As ameaças do assaltante foram feitas para os repórteres.

Pouco antes, um homem havia sido liberado. Ele estava vestindo bermuda e camiseta listrada. O homem saiu do ônibus por uma das janelas. Esse foi o segundo refém a ser liberado. Ainda não há informações sobre a primeira pessoa liberada.

Um das reféns, sob a mira de um revólver, escreveu com um batom, em um dos vidros do ônibus, a seguinte frase: "Ele tem pacto com o diabo, e mostrou no braço dele um punhal e um diabo desenhado, que me assustou muito".

O assaltante, além de apontar um revólver para a cabeça da mulher, está dando uma "gravata" no pescoço dela. Ele caminha pelo veículo "arrastando" a refém.

Os assaltantes estão exigindo armas para liberar o veículo e também que os policiais militares se afastem do local. Quatro PMs estão negociando neste momento com o assaltante. Ainda não se sabe ao certo o número de reféns. Ele varia entre quatro e oito.

Em determinados momentos, um dos assaltantes aponta a arma para fora do ônibus, em direção a policiais, jornalistas e curiosos. Ele já deu um tiro para fora do veículo.

O ônibus está na rua Jardim Botânico, no bairro de mesmo nome. O assalto começou por volta das 15h desta segunda-feira (12). O 23º Batalhão de Polícia Militar informou que cerca de 200 homens estão no local.

A rua está interditada. O desvio dos carros está sendo feito pela Lagoa Rodrigo de Freitas. O CTPA (Controle da Tráfego por Área) aconselha os motoristas a não se dirigirem para a região.

O ônibus da linha 174 faz o percurso entre o bairro da Gávea e a Central do Brasil, no centro da cidade.

O Jardim Botânico é considerado um dos bairros mais nobres da zona sul da cidade. Próximo de pontos turísticos, como a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Parque Jardim Botânico, o local é considerado uma das áreas mais tranquilas do Rio por não ficar próximo de morros e favelas.

  • Dê sua opinião sobre o caso no mural da Folha Online

    Leia mais notícias de cotidiano na Folha Online

    Discuta esta notícia nos Grupos de Discussão da Folha Online
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página