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13/06/2000 - 23h24

Sequestrador de ônibus no Rio teria pensado duas vezes em se render

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da Agência Folha

A estudante Janaína Lopes, 23, uma das passageiras do ônibus Central do Brasil-Gávea, disse nesta terça-feira (13), em Campo Grande, que o assaltante pensou em se render duas vezes antes de sair.

"Ele (assaltante) estava muito nervoso, não queria roubar ninguém, apenas escapar do cerco policial", disse a jovem, ao ser recepcionada por parentes, hoje à tarde, no aeroporto da cidade.

Janaína mora no Rio de Janeiro há apenas quatro meses, onde cursa o 3º ano de administração na PUC (Pontifícia Universidade Católica).

Essa foi a segunda vez em que a estudante viveu situações de perigo. Em setembro de 1990, ela sofreu um grave acidente na estrada que liga o município de Dourados a Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

Janaína ia assistir a uma prova de rali com a mãe, a avó, uma tia e uma amiga. O Escort em que viajavam saiu da pista e capotou várias vezes. Apenas ela sobreviveu.

Desde então, a jovem vive com o pai e um irmão de 21 anos. A transferência para o Rio de Janeiro foi contestada pela família, que já temia pela violência das cidades grandes.

A estudante disse gostar de morar na cidade, para onde retorna na segunda-feira para uma prova de economia.

O pai de Janaína, o corretor de imóveis Claudemir Neves, 42, ficou sabendo do sequestro por um telefonema de uma parente que mora em São Paulo. A partir daí, passou a acompanhar o drama da filha pela televisão.

Dor

Por uma hora e meia, o corretor pensou que a filha estivesse morta. Neves só acreditou que a filha estava bem depois de uma longa conversa que teve com ela por telefone. "Assistia pela televisão histórias de sequestros, mas não fazia idéia do quanto isso dói."

Ele disse que os policiais demoraram para agir. "Se era para ferir o assaltante, por que não fizeram isso antes? Por várias vezes ele (assaltante) apontou o rosto na janela, indefeso. Por que, então, atirar no momento em que o assaltante ia se render?"

Janaína afirmou que Geísa Firmo Gonçalves, morta no desfecho do sequestro, estava apavorada. "Ela (Geísa) entrou em pânico, estava desesperada o tempo todo, mesmo quando ainda não tinha sido usada como escudo pelo assaltante."

Clique aqui para ler toda a cobertura do caso na página especial Pânico no Rio

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