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14/06/2000 - 05h26

Amigos da professora morta no Rio pedem "apuração séria"

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da Folha de S.Paulo

O corpo da professora de artes Geísa Firmo Gonçalves, morta anteontem no sequestro no Jardim Botânico, foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) ontem à noite e embarcado para Fortaleza, às 20h25, num jatinho fretado pelo governador do Rio, Anthony Garotinho.

O corpo foi acompanhado pela irmã de Geísa, Elisangela Gonçalves, que chegou ao Rio no início da tarde de ontem e não falou com jornalistas durante sua passagem pela cidade.

O Ministério Público Estadual proibira a liberação do corpo de Geísa até que a Justiça verificasse se havia a necessidade de exames complementares. Mas, à noite, a promotora Luciana Silveira, designada para acompanhar a apuração do caso, não foi encontrada para confirmar se havia autorizado a remoção para Fortaleza.

Cinquenta e cinco amigos, alunos e vizinhos de Geísa na favela da Rocinha, em São Conrado, onde ela morava, fizeram na tarde de ontem uma manifestação em frente ao IML.

Eles pediram justiça e apuração séria da morte da professora, que veio de Fortaleza há um ano e meio. Os manifestantes chegaram em um ônibus fretado pela Associação de Moradores da Rocinha. "Precisamos de paz. Não à impunidade. Lei para todos, igualdade de direitos", dizia um cartaz carregado por um dos alunos de Geísa na escola Curumim, onde ela dava aulas para crianças de 6 a 14 anos, por um salário de R¹ 200.

"Ela era muito legal. Nos dava aulas de bijuteria. Assisti a tudo pela televisão e fiquei muito triste quando soube que ela tinha morrido", lamentou Nilson da Silva Farias, 12, aluno de Geísa.

Elisangela, a irmã de Geísa, foi ao IML reconhecer o corpo. Ela e a prima chegaram escoltadas pelo coronel Paulo Melo e por dois policiais militares, que impediram a aproximação dos jornalistas. Chorando muito, Elisangela repetia: "Eu só quero chegar para ver o corpo da minha irmã".

Logo atrás dos policiais, seguiam três colegas de trabalho de Geísa, que gritavam para que a irmã não assinasse nenhum documento.

O marido de Geísa, Alexandre Magno Alves, não apareceu para fazer o reconhecimento do corpo. Segundo um amigo da família, que não quis se identificar, ele "estava o dia inteiro acompanhado de um policial da 15ª Delegacia Policial" (Gávea, zona sul do Rio), onde o caso foi registrado.

Nair Gomes dos Santos, 39, vizinha do casal, disse que Alexandre passou a madrugada na casa dela, "bebendo café, chorando muito e culpando a polícia pela morte da mulher".

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