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14/06/2000 - 22h20

Geísa é enterrada em Fortaleza

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KAMILA FERNANDES da Agência Folha, em Fortaleza

A comoção parou o bairro Granja Lisboa, periferia de Fortaleza, nesta quarta, pela manhã. Cerca de 3.000 pessoas lotaram o cemitério Bom Jardim para ver pela última vez a professora Geísa Firmo Gonçalves, 20, morta na última segunda-feira durante o desfecho de um sequestro a um ônibus no Rio de Janeiro.

Da família, estavam presentes 15 pessoas, entre avó, primos e tios. A única irmã da moça, Maria Elizângela Gonçalves, chorando muito, disse estar agora desamparada, sem poder contar com a presença de Geísa.

Foi Elizângela quem pediu ao governador Anthony Garotinho (PDT) que providenciasse o traslado do corpo da irmã para a capital cearense.

"Quando fui falar com ele (o governador), a única coisa que consegui pensar foi em pedir para trazê-la. Não pedi mais nada. Não podia querer que ele fizesse ela voltar a viver, isso ele não conseguiria."

O namorado de Geísa, Alexandre Magno Alves, também estava presente ao funeral. Depois de passar uma hora no cemitério, desmaiou e não pôde acompanhar o enterro. Ele teve de ser medicado."Perdi o grande amor da minha vida", declarou o jovem.

O corpo da professora chegou a Fortaleza na madrugada de ontem e, até as 10h, foi velado na casa de tios da moça, de onde saiu para o cemitério.

Até pessoas que nunca haviam visto Geísa pessoalmente estavam emocionadas, como o aposentado Raimundo Fernandes da Silva, que chegou logo no começo da manhã ao cemitério. "Penso que poderia ser a minha filha."

Houve um início de tumulto quando o caixão foi enterrado. Todas as 3.000 pessoas presentes queriam ver de perto o corpo da professora. Elas formaram uma longa fila do lado de fora da sala de velório. Dez policiais militares faziam a segurança do local e tentavam organizar a fila.

O pai de Geísa, Gilson Gonçalves, ainda não sabe que medidas tomar para processar o governo do Estado do Rio de Janeiro e conseguir uma indenização pela morte da filha. Ele disse que vai decidir o que fazer depois que o choque e a revolta passarem.

Para Nayane Gonçalves, 20, uma das primas da professora, o governador fluminense acertou ao exonerar o comandante da Polícia Militar do Estado, Sérgio da Cruz. Mas teria errado ao mandar prender os policiais que mataram o sequestrador Sandro do Nascimento por asfixia, como ficou provado por laudo médico. "Bandido tem de morrer mesmo."

Clique aqui para ler toda a cobertura do caso na página especial Pânico no Rio

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