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14/06/2000 - 23h03

Garotinho vai afastar mais oficiais da cúpula da PM por causa de sequestro

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da Folha de S.Paulo, no Rio

O governador do Rio, Anthony Garotinho, deve afastar outros integrantes da cúpula da Polícia Militar. É uma reação ao fracasso da operação de resgate dos reféns no episódio do sequestro do ônibus, na segunda-feira.

A Folha apurou que uma das mudanças deve ser o afastamento do coronel Paulo César Montenaro do Comando de Policiamento da Capital.

Segundo seus auxiliares, o governador já estava insatisfeito com o trabalho que vinha sendo realizado pelo coronel. Ontem, já havia sido demitido o comandante da Polícia Militar, coronel Sérgio da Cruz.

O governador do Rio confirmou à Folha que outras mudanças ocorrerão na cúpula da Polícia Militar.

Garotinho disse que, ao conversar com o novo comandante da PM, Wilton Ribeiro, deu carta branca para que ele escolhesse seus subordinados próximos e que era natural que ele se cercasse de novos auxiliares, mudando os atuais.

Nesta quarta, Garotinho cancelou sua agenda _que incluía um encontro com o prefeito Luiz Paulo Conde_ para se reunir com o novo comandante da Polícia Militar.

A reunião, que durou três horas, contou com a presença do secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, e com o coordenador da área, coronel Jorge da Silva.

Da Silva recebeu um telefonema do ministro da Justiça, José Gregori. Na próxima semana, os dois devem se encontrar para estudar ações conjuntas entre os órgãos da área de segurança dos Estados e da União.

Garotinho voltou a comentar as críticas feitas por Fernando Henrique Cardoso à ação da polícia. Ele afirmou que conta com o apoio do presidente, que, segundo o governador, confidenciou-lhe que a questão da violência é pior em São Paulo.

"O Rio produz armas? Não. De quem é a responsabilidade de fiscalizar? Da Polícia Federal. O Rio produz droga? Não. De quem é a responsabilidade da fiscalização disso? Da PF."

Ele também revelou que recebeu outros telefonemas durante o episódio. "Minha mãe ligou para mim e disse: 'Meu filho, faça alguma coisa'."

Clique aqui para ler toda a cobertura do caso na página especial Pânico no Rio

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