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04/04/2001 - 17h44

Falta de política para "minorias" se traduz em desigualdade, diz geógrafo

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CAMILO TOSCANO
da Folha Online

Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados hoje na pesquisa "Indicadores Sociais dos ano 90", comprovam a falta de políticas específicas no Brasil para as minorias étnicas.

Essa é a opinião de Antônio Carlos Billy Malachias, 38, geógrafo consultor do conselho de participação de desenvolvimento da comunidade negra do Estado de São Paulo (um órgão ligado ao governo do Estado).

Malachias comentou hoje os dados apresentados pelo instituto indicando que, embora haja um pequeno avanço em relação à diminuição dos índices de analfabetismo no país, as populações negras e pardas não têm usufruído desses ganhos.

Segundo os dados do IBGE, a taxa de analfabetismo ainda é alta para negros e pardos (20%), enquanto que, para os brancos, é de 8,3%.

"O que esses dados revelam é que não há no Brasil nenhuma política que procure diminuir a desigualdade. Elaborou-se todo um discurso ético-racial, mas não há nada que defina a implementação de políticas públicas compensatórias", afirmou o geógrafo.

"O governo reconhece o racismo, mas não o combate", afirmou Malachias à Folha Online.

Para ele, as conquistas estão muito mais relacionadas à atuação de ONGs e comunidades negras (que podem ser consideradas uma "maioria minorizada") e à iniciativa própria dos grupos negros _do que ao resultado de políticas governamentais.

Uma das ações que Malachias propõe para combater a desigualdade é a adoção de incentivos a empresas que contratarem mão-de-obra negra.

"Falta um plano de metas, contendo prazos para a implementação das políticas (voltada à população negra)", disse ele.

 

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