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16/06/2000 - 20h20

Faxineira quer provar na Justiça que é mãe de sequestrador de ônibus

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WAGNER MATHEUS da Sucursal do Rio

A faxineira Elza da Silva, 45, esteve nesta sexta-feira (16) na 15ª Delegacia Policial, na Gávea (zona sul do Rio), para pegar o pedido de exame de DNA. Ela quer provar que é a mãe do sequestrador do ônibus Gávea-Central do Brasil, identificado pela polícia como Sandro do Nascimento. Segundo ela, o filho chama-se Alex Júnior da Silva.

Elza havia ido ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer o teste mas foi informada que, para realizar o exame, teria de pegar o pedido com a delegada titular da 15ª DP, Martha Rocha.

O exame será feito no laboratório da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), único órgão do Rio que faz o teste gratuitamente. O resultado deve ser divulgado em 25 dias.

Segundo um amigo da faxineira que não quis se identificar, "ela quer enterrar o filho dignamente e ser reconhecida como a mãe verdadeira", afirmou o amigo.

Elza, que está desempregada, não tem dinheiro para o enterro. "Estamos pensando na possibilidade de ele (o sequestrador) ser sepultado como indigente e, assim que tivermos o resultado do DNA, vamos tentar enterrá-lo com o nome verdadeiro (Alex) num cemitério", disse o amigo.

Enquanto Elza não provar que o sequestrador é realmente seu filho, o corpo permanece no IML.

"Guardamos os corpos sem identificação por 72 horas. Se ninguém vem reclamar nesse período, enterramos como indigente. Mas esse caso é diferente, devemos esperar até que o problema seja solucionado", esclareceu um funcionário do IML, que pediu para não ser identificado.

Segundo o funcionário, a Justiça deve entrar com pedido para que o corpo fique no IML até que saia o resultado do exame de DNA.

Sandro do Nascimento, ou Alex da Silva, foi entregue por Elza a Clarice do Nascimento quando tinha 3 anos e só reencontrou-a em 1998. Sua mãe adotiva teria sido morta a facadas quando tinha 8 anos. O sequestrador teria visto o crime e passado a viver nas ruas.

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