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08/12/2006 - 06h10

Especulação imobiliária destruiu obras arquitetônicas da Paulista

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da Folha Online

Durante seus 115 anos de existência, a Paulista perdeu diversas obras arquitetônicas para a especulação imobiliária. Restam poucos casarões, e conservá-los por meio dos órgãos de proteção do patrimônio histórico é um desafio.

O auge da selvageria dos especuladores ocorreu nos anos 70. Preocupados com os planos de tombar imóveis, eles demoliam parte das mansões históricas durante a madrugada e, assim, liberavam os proprietários para demolir as construções por completo e vendê-las.

Segundo o Conpresp (órgão municipal de preservação do patrimônio histórico), atualmente, o único casarão erguido pela elite que continua de pé é o de número 1.919 da Paulista. Porém, como foi tombado há apenas 14 anos, o prédio sofreu muitas intervenções, desde sua construção. Neste período, chegou até a ser alugado para festas.

"O tombamento não garante a preservação, ele cria restrições [para reformas]. Para tombar, tem que haver o interesse do proprietário. Ele deve entender que não é uma desapropriação", afirmou o presidente do Conpresp, José Eduardo de Assis Lefevrè, 64, professor de história da arquitetura da FAU (Faculdade de Arquitetura) da USP.

Pelo Condephaat, órgão que atua no âmbito estadual, estão tombados, além do terreno da Vila Fortunata --no número 1.853--, a Casa das Rosas, a escola Rodrigues Alves, o parque Trianon, o Conjunto Nacional e o Masp. Pelo Iphan, que é nacional, somente o Masp está tombado.

Tombamento polêmico

O tombamento de um imóvel pode livrá-lo da demolição, mas não da polêmica. Em 1986, a Secretaria de Estado da Cultura provocou os tradicionalistas ao aceitar um acordo proposto pela construtora Júlio Neves e autorizar a construção de um edifício espelhado --o Parque Cultural-- aos fundos da Casa das Rosas, em troca de sua restauração.

Atualmente, ainda sob a batuta da Secretaria de Cultura, a Casa das Rosas --uma mansão feita em 1930-- abriga uma biblioteca e promove atividades culturais.

Fontes: Iphan, Condephaat, "Jornal da USP", Condomínio Conjunto Nacional, Folha de S.Paulo e Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo

 

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