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03/07/2000 - 18h14

Sequestrador do ônibus do Rio vai ser enterrado na quarta

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WAGNER MATHEUS, da Sucursal do Rio

A delegada Martha Rocha, encarregada de investigar o sequestro do ônibus da linha 174, vai liberar nesta terça (4) o enterro do corpo do sequestrador identificado pela polícia como Sandro do Nascimento, autor dos tiros que mataram a professora de artesanato Geísa Firmo Gonçalves, no último dia 12, no Rio.

O sepultamento deve ser realizado na quarta-feira (5). Segundo a delegada, o sepultamento não ocorreu antes devido à insistência da empregada doméstica Elza da Silva em afirmar que é a mãe do sequestrador, apesar do resultado negativo do teste de DNA.

"O IML não liberou antes porque eu estava aguardando a dona Elza retornar à delegacia para conversar comigo. Para mim é indiferente se ela é a mãe ou não. Não existe nada na lei que a impeça de fazer o enterro", disse a delegada.

O corpo do sequestrador está há vinte e um dias no IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro.

Para enterrar o suposto filho, Elza se dispôs a enfrentar uma verdadeira via-crúcis, sem obter êxito: tentou tirar a identidade de Sandro, que, segundo ela, se chamava Alex Júnior da Silva, no Instituto Félix Pacheco; visitou cartórios em busca da certidão de nascimento dele; fez teste de DNA; e foi três três vezes ao IML.

Apesar dos esforços de Elza, o corpo do sequestrador vai ser enterrado como indigente, identificado apenas como um "Homem de Cor Negra" no atestado de óbito.

O sequestrador morreu asfixiado quando era levado por cinco policiais militares para o hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro.

Depois do caso do ônibus 174, qual seria a melhor solução para evitar cenas como aquelas? Vote

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