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04/02/2002 - 23h59

Polícia Civil vai investigar militares do Rio envolvidos com o tráfico

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da Folha de S.Paulo, no Rio

O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins, informou nesta segunda-feira que pedirá ainda esta semana ao Comando Militar do Leste a relação de militares das forças de elite que deixaram o Exército.

A medida será tomada após reportagem publicada por "O Globo" que revelou que ex-soldados e ex-cabos da Brigada Pára-Quedista estão ensinando táticas de guerrilha, manuseio de armas pesadas e granadas a traficantes em troca de um salário que pode chegar a R$ 8.000.

Lins quer saber quem são esses militares, onde eles moram e que tipo de qualificação possuem para saber quais deles têm envolvimento com o tráfico.

"O envolvimento é uma realidade. Esses militares, que têm formação específica e são bem qualificados, não são aproveitados pela corporação. Quando deixam o Exército, acabam sendo assediados pelos traficantes. Eu acredito, no entanto, que o número de militares que se submete a isso ainda é pequeno. Entre 15 e 20, no máximo", afirmou.

Um dos maiores traficantes do Rio na década de 1990, Marcelo Soares Medeiros, o Marcelo PQD, passou a trabalhar para o tráfico após sair da Brigada Pára-Quedista. Ele está preso no presídio Bangu 1 (zona oeste).

Cerca de 2.000 militares das forças de elite deverão ser desligados do Exército este ano, segundo a deputada federal Laura Carneiro (PFL-RJ), relatora da CPI do Narcotráfico, sendo 700 só no Estado do Rio de Janeiro.

Ela disse que está pedindo uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir a situação destes militares. "Esses profissionais altamente qualificados vão ficar desempregados. É um sério problema social. É preciso encontrar uma forma de efetivá-los", disse.

O chefe da Polícia Civil do Rio disse que o Exército deveria promover cursos de capacitação a esses militares como forma de mantê-los na corporação.

Por lei, os militares das forças de elite têm até nove anos de serviço e ganham, em média, R$ 800. A reportagem tentou ouvir representantes do Comando Militar do Leste. A assessoria de imprensa da instituição informou que todos os representantes estavam em reunião e que só amanhã seria possível contatá-los.

 

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