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21/05/2009 - 13h13

Seis Estados brasileiros terão banco de DNA para identificar criminosos

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FERNANDA PEREIRA NEVES
Colaboração para a Folha Online

Os Estados do Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraíba e Paraná assinaram um acordo de cooperação técnica, na quarta-feira (20), para usarem, em parceria com a Polícia Federal, o banco de DNA que vai auxiliar na identificação de criminosos. O programa é o mesmo usado pelo FBI (polícia federal norte-americana) e foi cedido para ser usado no Brasil.

Segundo o Ministério da Justiça, o banco de DNA --chamado Codis (sistema de comparação de DNA, em inglês)-- permite a comparação de materiais genéticos --como sangue, pele ou pelo-- colhidos em cenas de crimes com dados de outros casos, inclusive, em outros Estados. Dessa forma, será possível identificar suspeitos que já praticaram crimes e interligar crimes cometidos pela mesma pessoa.

De acordo com o ministério, a implantação do sistema será coordenada pelo Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), que também vai financiar a compra dos equipamentos necessários. Segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, a implantação deve ser imediata.

"A assinatura do convênio é um grande passo para a investigação criminal em todo o Brasil. Este projeto será um importante instrumento de combate à impunidade em diversos tipos de crime", afirmou o secretário à Folha Online.

Segundo o perito-chefe Renato Dall'Stella, do laboratório de Genética Molecular do Instituto de Identificação do Paraná, "vai ser instalado um servidor central em Brasília e cada Estado que tenha laboratório de DNA terá um servidor próprio fornecido pela Senasp. As informações dos genes de pessoas indiciadas serão armazenadas e alimentarão esse sistema".

A Sesp-PR (Secretaria de Segurança Pública - PR) afirmou que em um primeiro momento, o IC (Instituto de Criminalística) vai restringir a coleta de material aos casos de crime contra a vida, mas o objetivo é, futuramente, submeter todas as pessoas que forem presas a coleta e, assim, farão parte do banco de DNA.

Pedofilia

O Estado do Paraná já possui um sistema de banco de coleta e armazenamento de DNA de pessoas envolvidas em crimes sexuais e pedofilia no Estado. De acordo com a Secretaria de Segurança Publica, o sistema foi instalado em 2004 e armazena dados de cerca de 350 criminosos, além de informações genéticas de parentes de crianças desaparecidas.

Segundo o secretário, esse material já cadastrado será integrado ao sistema Codis assim que entrar em funcionamento e passará a ficar a disposição dos Estados também cadastrados.

 

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