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02/02/2010 - 16h14

Procissão marca homenagem ao Dia de Iemanjá no Rio

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da Agência Brasil

Em homenagem ao Dia de Iemanjá, a comunidade afro-brasileira do Rio realizou nesta terça-feira uma procissão da Federação dos Blocos Afros e Afoxés do estado (Febarj), da Lapa à Praça 15, no centro. O grupo seguiu para a Baía de Guanabara, onde despachou balaios, que representam os orixás e são oferecidos à deusa do mar, com flores, sabonetes e perfumes. Rodas com danças e cantos afro-brasileiros também ocorreram, antes de os blocos retornarem para o almoço de confraternização na Febarj.

Segundo a organizadora da atividade, Atanizia D'Oyá, fundadora e presidente da Casa de Cultura Afoxé Estrela D'Oyá, a festa ocorre há 15 anos com a participação de umbandistas, candomblecistas, capoeiristas, ciganos, movimento negro e simpatizantes, uma mistura da cultura afro-brasileira. Cândida Celeste da Silva, governadora da Província do Namibe, no sul de Angola, também participou da atividade e destacou a semelhança cultural entre os dois países.

"Por meio de acontecimentos, a gente começou essa atividade mostrando a nossa cultura, a religiosidade, a capacidade do negro de realizar algo quando quer. O que você está vendo aqui é um resgate, uma valorização e divulgação da cultura afro-brasileira. Então, hoje em dia no Brasil está mais fácil, porque o negro está sabendo se posicionar e se conduzir muito melhor do que antes", afirmou Atanizia.

O culto à Iemanjá faz parte da tradição cultural brasileira, sobretudo na Bahia, onde são esperadas mais 400 mil pessoas para os festejos em Salvador. Segundo Marcelo do Oxum, coordenador da atividade no Rio, Iemanjá "é a dona de todas as cabeças e orixás, é um culto africano, diz-se que um pescador encontrou sua imagem no fundo do mar".

Marcelo destacou também as dificuldades que ainda ocorrem no país em relação ao culto da religião africana: "Ainda temos muita dificuldade, existem alguns preconceitos, até pela falta de oportunidades de projetos para os barracões com arte, cultura, dança afro, cânticos, culinária. Falta muita coisa ainda, veem a religião afro como uma coisa tenebrosa, e esses tabus têm de ser quebrados. Essa manifestações são importantes, como as da intolerância religiosa, para demonstrar o nosso potencial e que somos todos iguais", afirmou.

 

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