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02/04/2004 - 19h47

Justiça pede explicação sobre prisão de acusado de matar casal

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da Folha Online

A juíza Maria Angélica Guedes, do 4º Tribunal do Júri do Rio, concedeu nesta sexta-feira habeas corpus em favor de Jossiel Conceição dos Santos, 20, apontado como o responsável pelas mortes do executivo da Shell Zera Todd e de sua mulher, Michelle Staheli. A juíza também estabeleceu um prazo de 48 horas para que a polícia preste informações sobre os motivos da prisão do acusado.

No final da tarde desta sexta-feira, a juíza recebeu da Secretaria de Segurança um fita de vídeo com a reconstituição do crime feita pelo acusado do crime e remeteu-a para o Ministério Público, afirma o TJ (Tribunal de Justiça) do Estado.

Santos deixou a delegacia onde estava preso no final da tarde. Ele foi detido na quinta-feira, após, segundo a polícia, pular o muro de uma casa no mesmo condomínio onde morava o casal Staheli, na Barra da Tijuca (zona oeste). Segundo a Secretaria da Segurança, após ser preso, ele confessou o crime contra o casal Staheli.

O juiz de plantão Renato Ricardo Barbosa já havia negado, também nesta sexta-feira, pedido de prisão contra Santos feito pela polícia.

Para negar a prisão, o juiz alegou que não há provas de envolvimento do acusado na morte do casal e que ele estava sem assistência jurídica, além de ter bons antecedentes, de acordo com o TJ.

Acusado

Santos era caseiro em um imóvel vizinho ao do casal morto. A motivação do crime, porém, ainda não foi elucidada.

O casal foi golpeado enquanto dormia. Staheli morreu no mesmo dia. Michelle ficou internada em coma profundo e morreu dias depois.

Aparentando tranqüilidade, o acusado participou de coletiva de imprensa nesta quinta-feira e respondeu às perguntas feitas pelo Secretário da Segurança, Anthony Garotinho.

Disse que o crime não foi planejado e que não tinha a intenção de roubar nada da casa. O acusado disse também que era humilhado por Todd, que certa vez teria se referido a ele como "crioulo".

"O assunto está quase que totalmente esclarecido porque o réu é confesso e a arma foi identificada, mas a motivação ainda vamos investigar porque [o que foi dito pelo acusado] é de caráter muito pessoal", disse Garotinho.

Segundo a Secretaria da Segurança, a arma utilizada no crime é um pé-de-cabra que foi encontrado em uma caixa de ferramentas, na casa onde o acusado trabalhava como caseiro.

Inicialmente, durante as investigações, a polícia chegou a cogitar a possibilidade de o criminoso ter usado uma machadinha.

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