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Dia 06.07.01

Jardim na Faria Lima

A poucos metros de suas instalações, num pequeno trecho do canteiro central da avenida Faria Lima, o Colégio Palmares, uma das escolas frequentadas pela elite paulistana, criou um jardim público. Sem que ninguém percebesse, surgiu naquele espaço, em frente ao badalado bar Pirajá, uma amostra grátis de um dos mais importantes projetos paisagísticos de São Paulo.

Já existem recursos para desenvolver um plano -elaborado pela Empresa Metropolitana de Urbanismo (Emurb)- que pretende transformar o canteiro central da Faria Lima, com quase 5,8 km, num passeio público. Os recursos são provenientes da operação urbana Faria Lima; a publicação do edital de licitação está prevista para a primeira semana de agosto.

Isso significa que os pedestres teriam a chance de caminhar, rodeados de flores e de árvores frutíferas, com direito a descanso em bancos, do parque Ibirapuera até a rua Pedroso de Moraes. A idéia é espalhar palmeiras, plantadas já adultas, em toda a avenida, concentradas especialmente nos cruzamentos -o que confere à intervenção impacto imediato, conveniente à paisagem política municipal, ávida por visibilidade.

A modificação mais radical desse trajeto depende, porém, do governo estadual: a criação de uma estação do metrô no largo da Batata, a região mais deteriorada de todo esse percurso. Ali vai ser construída uma das paradas da linha quatro do metrô, com entrega prevista para 2005.

A Emurb quer fazer um acerto com a CPTM (Companhia Paulista de Transporte Metropolitano) para que essa estação tenha uma vocação basicamente cultural. Daí o sonho -e, por enquanto, só um sonho- de arrebatar, em parceria com o Sesc, um imenso terreno abandonado no largo da Batata, que pertencia à Cooperativa de Cotia, hoje metido num complexo litígio. "A saída é a desapropriação", afirma Maurício Faria, presidente da Emurb.

Tudo isso é bem diferente das intenções dos empresários com interesses imobiliários: eles defendiam que, com o dinheiro disponível, não se "desperdiçassem" verbas com "frescuras" ecológicas. Queriam a construção de uma ligação para automóveis entre a Faria Lima e a região da Berrini -é a mentalidade de quem só vê dinheiro na paisagem.

 

 
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