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22/02/2006 - 09h17

Bradesco tem lucro de R$ 5,5 bi, o maior da história entre bancos da América Latina

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da Folha Online

O Bradesco fechou 2005 com lucro líquido recorde de R$ 5,514 bilhões, resultado 80,2% superior ao do ano anterior (R$ 3,06 bilhões).

De acordo com levantamento da consultoria Economática, o lucro do Bradesco é o maior da história entre os bancos de capital aberto de toda a América Latina --os dados já foram ajustados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE).

O segundo maior resultado é do Itaú, que teve lucro recorde de R$ 5,251 bilhões no ano passado, um crescimento de 39% em relação a 2004.



"O ano de 2005 foi o maior lucro da nossa história de 62 anos. Eu destacaria o forte crescimento da nossa carteira de crédito, a consolidação da segmentação da nossa base de clientes, o melhor desempenho do grupo Bradesco Seguros e o forte controle de custos", disse o presidente da instituição, Mácio Cypriano.

Bradesco

O balanço do Bradesco mostra ainda que o banco alcançou um retorno sobre o patrimônio líquido de 32,1% no ano de 2005.

O banco lucrou principalmente com sua carteira de crédito, cujos ganhos representaram 32% do resultado. Outra parcela de 29% dos lucros veio das atividades de seguro, previdência e capitalização, além de 26% com as receitas de prestação de serviços e tarifas.

Apenas no quarto trimestre, o lucro da instituição alcançou R$ 1,463 bilhão, contra R$ 1,430 bilhão no trimestre anterior e R$ 1,058 bilhão no mesmo período de 2004.

Os ativos totais do Bradesco alcançaram R$ 208,7 bilhões, com um crescimento de 12,8% no ano passado. Já o valor de mercado da instituição atingiu R$ 64,7 bilhões no final do ano passado, com alta de 126,6% em 12 meses.

O banco encerrou 2005 com o índice de eficiência em 44,8%, 10,7 pontos percentuais menor do que ao final de 2004. Quanto menor o índice de eficiência, melhor.

O indicador mostra quanto das despesas operacionais do banco são pagas com a receita de intermediação financeira e de serviços. Conforme o índice vai diminuindo, mostra que a capacidade do banco de pagar suas despesas com as receitas de operações financeiras e tarifas é maior.

Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Unibanco registraram lucros recordes no ano passado. O resultado dos bancos brasileiros foi favorecido pelas altas taxas de juros. A Selic, taxa que remunera cerca de 50% dos títulos públicos, ficou, em média, acima de 19% no ano passado, o que gera receitas para os bancos.

Além disso, o juro médio bancário brasileiro, de 44,7% ao ano, é o maior do mundo, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo a partir de dados do FMI (Fundo Monetário Internacional).

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