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20/03/2006 - 10h11

Bradesco compra American Express no Brasil por US$ 490 milhões

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da Folha Online

O Bradesco informou hoje que vai pagar US$ 490 milhões (R$ 1,04 bilhão) para assumir as operações da empresa de cartões de crédito American Express no Brasil.

Passam a pertencer ao Bradesco as empresas brasileiras da American Express que atuam no ramo de cartões de crédito, corretagem de seguros, serviços de viagens, de câmbio no varejo e operações de crédito direto ao consumidor.

A operação, que estava sendo negociada desde agosto de 2004, será submetida a órgãos reguladores, mas deverá ser concretizada até o final deste semestre.

Não estão incluídos na negociação o escritório de representação American Express Bank em São Paulo, o negócio local de travellers cheques e os acordos de licenciamento de cartões existentes com outros bancos locais.

A transação inclui, entretanto, o direito de exclusividade por dez anos do Bradesco para a emissão de cartões de crédito da linha Centurion no Brasil, que inclui os tradicionais cartões Green, Gold e Platinum que apresentam a logomarca American Express Centurion.

Quanto aos cartões da linha Blue Box, eles continuarão sendo emitidos por outros bancos, mas pertencerão ao Bradesco. Caso haja o lançamento de outro cartão da linha, a exclusividade será do Bradesco.

A empresa de cartões americana tem cerca de 1,2 milhão de plásticos no Brasil. No ano passado, esses cartões movimentaram R$ 8,9 bilhões, ou 6,9% do mercado brasileiro.

A American Express atua principalmente no segmento de alta renda e nas operações de cartões corporativos no Brasil.

Para o Bradesco, que possui 8,7 milhões de cartões no Brasil, a transação "possibilitará importantes ganhos de escala e expansão da rede de estabelecimentos comerciais, agregando valor a ambas as instituições".

Os portadores de cartões American Express no Brasil continuarão a ter os mesmos serviços e benefícios, incluindo assistência a viagens em mais de 2.200 pontos de atendimento e mais de 550.000 caixas eletrônicos no mundo.

Os mais de 23.000 caixas do Bradesco também serão disponibilizados em breve para os portadores de cartões American Express.

Em relação aos 2.200 funcionários da American Express que atuam no Brasil, as empresas garantem que todos serão absorvidos após a finalização da operação.

Para a concretização do negócio, a American Express foi assessorada pelo banco de investimentos Goldman Sachs e o Bradesco pelo seu departamento de mercado de capitais.

Parceria

Chamando a compra de "parceria", o presidente do Grupo American Express International, Edward Gilligan, afirmou que a empresa não está saindo do país.

"A American Express está apenas mudando o modelo. Com essa parceria, dentro dos próximos cinco anos teremos um desenvolvimento ainda maior", disse.

O mercado especulava que o valor da transação poderia ser maior. "O que tinha no mercado era só uma especulação muito forte. O que fizemos foi chegar a um preço justo", disse Márcio Cypriano, presidente do Bradesco.

"O valor do negócio está na continuidade e crescimento da emissão de cartões", completou o presidente da American Express no Brasil, Hélio Magalhães.

Entretanto, as duas empresas não quiseram fazer projeções em relação ao provável aumento de suas receitas, nem da quantidade de seus novos clientes.

"É cedo para dizer o volume e a quantidade de cartões, mas temos certeza de que ela [a parceria] vai crescer muito", disse Cypriano.

O otimismo da American Express e do Bradesco pode ser explicado com o resultado do estudo monitor do mercado de cartões, da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), referente ao primeiro bimestre do ano.

Conforme a pesquisa, o cartão de crédito foi o responsável por 60% de todo o volume financeiro movimentado com cartões no primeiro bimestre deste ano. Ao todo, a modalidade registrou R$ 23,2 bilhões em compras, com um crescimento de 27% sobre o montante gasto em igual período de 2005.

O crescimento apresentado em termos de números de cartões de crédito em circulação, comparando com fevereiro de 2005, é de 25%, de acordo com a Abecs.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre a Bradesco
  • Leia o que já foi publicado sobre a American Express
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