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28/03/2007 - 09h54

Com nova base, economia brasileira cresce 3,7% em 2006

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CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

Com a divulgação do novo sistema de contas nacionais, a expansão da economia brasileira em 2006 foi elevada de 2,9% para um crescimento de 3,7% --em valores, o PIB brasileiro atingiu R$ 2,3 trilhões. A taxa de investimento em 2006 ficou em 16,8%, superior a de 2005, quando a taxa apurada havia sido de 16,3%.

Pela revisão, o primeiro trimestre de 2006 passou de 1,2%, na série antiga, para 1,6%. O segundo trimestre passou de 0,6% para -0,5%, o terceiro trimestre foi de 0,8% para 2,6% e o quarto trimestre caiu de 1,1% para 0,9%. O PIB acelerou no segundo semestre de 2006, com alta de 4,6%. Nos primeiros seis meses do ano passado, a alta foi de 2,7%.

"Tivemos um aumento da taxa do PIB basicamente em cima dos indicadores de produção: aluguel e administração pública e o lado do consumo das famílias", disse o coordenador de contas nacionais, Roberto Olinto. "A participação do setor externo ainda é negativo: as importações ainda são maiores que as exportações."

Arte Folha
Entre os setores, a diferença mais significativa, com a adoção da nova metodologia, foi o setor de Serviços, que passou de 2,4% para 3,7%. O setor corresponde a 64% da taxa global.

A administração pública passou de 2,1%, na série antiga, para 3,1%, na nova série. Os aluguéis duplicaram de 2,2% (série antiga) para 4,3% (série nova). A intermediação financeira, que antes acompanhava a variação da economia, fechou 2006 com alta bem superior ao PIB: 6,1%.

A Agropecuária foi o setor que mais cresceu percentualmente, ficando em 4,1%, ante uma alta de 3,2% na série antiga. A indústria, por outro lado, cresceu 2,8%, ante elevação de 3% na série antiga.

O consumo das famílias passou de 3,8% (série antiga) para 4,3% graças a maior oferta de crédito --que expandiu cerca de 30% em termos nominais-- e ao incremento da massa salarial (5,6%).

O consumo do governo subiu de 2,1% para 3,6%, com o reforço do novo índice da administração pública. A Formação Bruta de Capital Fixo, que sinaliza os investimentos, ficou em 8,7% ante 6,3% da série antiga.

Segundo Olinto, a nova série com ajuste sazonal conta com modelos mais instáveis do que o dado fechado para o ano. Olinto afirma que os números ainda estão sujeitos a revisões com a incorporação de mais dados trimestrais.

Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também divulgou revisão dos dados entre 1995 e 2005. As maiores alterações para cima ocorreram entre os anos de 2002 a 2005. A expansão da economia em 2004, por exemplo, saltou de 4,9% para 5,7%. Em 2005, a economia passou a ter um crescimento de 2,9% em vez de 2,3% informados anteriormente.

A expansão de 2003 mais que dobrou ao sair de 0,5% para 1,1%. O PIB de 2002 também teve revisão para cima de quase um ponto percentual: de 1,9% para 2,7%.

Mudanças

As novas contas nacionais passam a contar com referência dados de 2000 e abrangem pesquisas anuais de Indústria, Comércio, Serviços, Construção Civil e pesquisas domiciliares. Na pesquisa anterior, a referência era o ano de 1985. Além disso, os dados do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas também compõem a nova base.

Agora são 56 atividades econômicas e 110 produtos, contra 43 atividades e 80 produtos calculados anteriormente.

O setor de Telecomunicações dá lugar aos Serviços de Informação. Ele contará além de telecomunicações com consultoria em hardware, software, processamento de dados, atividade de banco de dados e distribuição on-line, atividade cinematográfica, atividades de rádio e agências de notícias.

Uma das grandes novidades da nova pesquisa é que a depreciação dos ativos do governo passa a fazer parte da conta do PIB. Isso significa que a estimativa do crescimento real do governo, que pesa cerca de 15% do total do produto, foi ampliado. Dessa forma, o valor bruto da produção do governo passará a ser feito pela soma dos gastos de custeio (consumo intermediário), as remunerações dos funcionários e o consumo do capital fixo (depreciação).

A atividade de intermediação financeira, por exemplo, ganhou maior abrangência e passam a ser contabilizados os fundos de investimentos.

O terceiro setor, como ONGs, igrejas e clubes, são agora contabilizados sob a ótica da demanda, ao lado de consumo do governo, consumo das famílias, formação bruta de capital fixo e exportação e importação.

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