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10/06/2003 - 09h51

Governo começa a negociar fábrica de chips no Brasil

LÁSZLÓ VARGA
da Folha de S.Paulo

O governo inicia no segundo semestre as negociações para a construção de uma fábrica de circuitos integrados no país. A informação foi dada ontem pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Segundo ele, o projeto é totalmente viável. O custo é da ordem de US$ 1,5 bilhão.

"Dentro de 45 dias teremos definido os critérios que adotaremos para aumentar a competitividade do setor eletroeletrônico", disse Furlan. Com a fábrica de chips de circuito integrados, como os fabricados pela Intel e AMD, o governo quer reduzir o déficit no setor eletroeletrônico. No segmento de componentes, ele atingiu US$ 1,9 bilhão em 2002.

O ministro participou da primeira reunião do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva do Complexo Eletrônico do governo Lula. Cerca de 40 executivos estiveram presentes. Antes, o governo tinha realizado apenas encontros informais com empresários para tratar da fábrica.

Para Furlan, há espaço para uma indústria de circuito integrados no país, ao contrário do que afirmam especialistas do setor. A unidade terá também de estar voltada para exportações. "Queremos transformar o país em um grande exportador do setor eletroeletrônico", disse Furlan.

Empresários

Os empresários que participaram do encontro com Furlan, como os representantes da Sony e da Abinee (associação da indústria eletroeletrônica), afirmaram estar otimistas e que poderão atrair um investidor externo para construir a fábrica de chips. Há, segundo eles, interesse de grandes grupos no negócio.

"Tudo depende do que for apresentado pelo governo para esses grupos. O Brasil tem um grande mercado interno para ser explorado nas vendas de eletroeletrônicos", disse Sérgio Galdieri, vice-presidente da Abinee.

Regras claras e definitivas de incentivos para atrair a indústria de chips seriam algumas das condições para o projeto ter sucesso. O governo identificou que a indústria eletroeletrônica depende hoje de componentes importados por cinco motivos: há mais impostos para produtos nacionais do que para os importados; falta financiamento; o custo de investimentos na fábrica é alto; há falta de isonomia de tributos entre componentes nacionais, importados e produzidos em Manaus; e as distorções tarifárias entre insumos e componentes não ajudam.
 

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