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18/11/2004 - 13h37

Carlos Lessa deixa a presidência do BNDES

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da Folha Online

Carlos Lessa, 68, deixou hoje a presidência do BNDES , confirmando rumores que circularam nos últimos dias. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.

O atual ministro do Planejamento, Guido Mantega, substitui Lessa de forma definitiva. O secretário-executivo do Planejamento, Nelson Machado, deve ocupar o comando do ministério interinamente.

O nome mais cotado para ser o novo ministro do Planejamento era o do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que, entretanto, negou ter recebido o convite do Planalto.

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Lessa deixa comando do BNDES
Lessa estava desgastado devido a suas críticas à política econômica. Sua demissão foi decidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após entrevista concedida à Folha de S.Paulo na semana passada, quando Lessa afirmou que a gestão de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central era um "pesadelo".

Lessa também afirmou que Meirelles "emite todos os sinais de que crescer neste momento é um pecado".

Ele se referia às recentes decisões do BC de elevar a taxa básica de juros da economia brasileira. Ontem, o Copom (Comitê de Política Monetária, do BC) elevou os juros pelo terceiro mês seguido, para 17,25%. A medida deve contribuir para esfriar a economia.

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Mantega deve deixar Planejamento
Escolhido por Lula para presidir o BNDES por influência da economista Maria da Conceição Tavares e do senador Aloizio Mercadante, Lessa também entrou em rota de colisão com o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, a quem em tese estava subordinado. Desde a posse os dois tiveram diversas divergências que se tornaram públicas.

O próprio presidente do BNDES costumava reagir com ironia toda vez que os boatos sobre sua demissão circulavam em Brasília. Na semana passada, ele comemorou com champanhe o boato número 70 de sua saída, segundo relato feito por seu filho, o músico Rodrigo Lessa, na sexta-feira passada.

Hoje à tarde seria enviado ao presidente Lula um abaixo-assinado de apoio à permanência de Lessa no cargo. O documento tinha a assinatura de personalidades como o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor Chico Buarque, o jurista Fabio Konder Comparato e o roqueiro Frejat, além de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e CUT (Central Única dos Trabalhadores). Caso ainda seja enviado, chegará tarde demais às mãos de Lula.

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