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14/01/2005 - 14h45

Eletros quer política industrial que estimule competitividade

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Os fabricantes de produtos eletroeletrônicos querem uma política industrial que dê condições para a substituição dos componentes hoje importados, desde que isso mantenha a competitividade dos bens de consumo.

O que importa é 'garantir qualidade, preço e prazo para não tirar competitividade do produto final', disse o presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Paulo Saab.

Saab, que hoje se reuniu com o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), deixou claro que os fabricantes são contra a reserva de mercado e preferem uma política que englobe tanto a ampliação da fabricação de componentes no Brasil quanto a chegada de novos fabricantes ao país.

'É uma questão de inteligência comprar em real e não em dólar', disse.
Em 2003, de acordo com dados da Eletros, o complexo eletroeletrônico como um todo --incluindo os setores de informática, telecomunicações e outros-- importou cerca de US$ 9,7 bilhões, dos quais só US$ 650 milhões foram da indústria de bens finais. Consideradas as exportações, o déficit do setor foi de apenas US$ 250 milhões, segundo a Eletros.

No entanto, para a entidade, o fabricante do produto final precisa ter condições de adquirir componentes com a mesma qualidade e preço do mercado internacional, sem estar obrigado a cumprir um índice mínimo de nacionalização de componentes --proposta que está em análise pelo governo.

Segundo Saab, a discussão sobre uma nova política industrial se arrasta há cerca de quatro anos, e as medidas tomadas pelo governo no ano passado beneficiou mais as indústrias de telefonia e informática, porque contemplou apenas o incentivo à produção de semi-condutores.

'Ficou restrita. Não abriga tudo o que estamos procurando.'

O ministro se mostrou recepetivo à proposta da Eltros. Saab lembrou que Furlan só aceitou o cargo porque a política do governo Lula seria a de não reserva de mercado.

Saab disse ainda ter ficado satisfeito com o fato de a taxação de 2% sobre as vendas de produtos audiovisuais [TVs, aparelhos de DVDs], previsto no projeto da Ancinav (Agência Nacional de Cinema e Audiovisual), não deve ir adiante. Segundo ele, o ministro Furlan disse que há um consenso dentro do governo de que esse tipo de medida não faz sentido porque eleva o custo final do produto.

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