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19/07/2005 - 10h42

Banco do Brasil afasta mais dois executivos ligados a Pizzolato

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ELVIRA LOBATO
LUCIANA BRAFMAN

da Folha de S.Paulo, no Rio

O Conselho de Administração da Brasilveículos decidiu ontem afastar o diretor comercial, Antônio Batista Brito, até a conclusão do inquérito administrativo que investigará seu suposto envolvimento no saque de R$ 326,6 mil em dinheiro da conta da DNA Propaganda no Banco Rural, ocorrido em janeiro de 2004.

Também foi afastado, pelo mesmo motivo, o gerente de núcleo do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), Josenilton Andrade.

O inquérito foi aberto por causa de reportagem publicada ontem no jornal "Correio Braziliense", segundo a qual os dois teriam levado o mensageiro da Previ (o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) Luiz Eduardo Ferreira da Silva ao apartamento do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, onde ele teria sido pressionado a assumir a responsabilidade pelo dinheiro.

O Conselho Fiscal da Previ discutirá hoje no Rio a situação de Pizzolato que, até sexta-feira, ocupou a presidência do Conselho Deliberativo da entidade. O mensageiro já admitiu que apanhou o pacote na agência bancária a pedido de Pizzolato e que o entregou ao ex-executivo em seguida.

O presidente do Conselho Fiscal da Previ, José Bernardo de Medeiros Neto, disse que o mensageiro será chamado a depor perante o conselho, embora já tenha gravado um depoimento, na sexta-feira passada, admitindo o fato a auditores, advogados e dirigentes.

Além do saque na agência do Banco Rural, os conselheiros examinarão os extratos do cartão de crédito institucional que era usado por Pizzolato, para verificar se houve mau uso do dinheiro do fundo de pensão. Reportagem publicada pelo jornal "O Globo" mostrou que o cartão foi usado para comprar vinhos e para a assinatura do site erótico Malícia.

Serão examinados os extratos do cartão usado por Pizzolato desde que assumiu a presidência do Conselho Deliberativo, há dois anos. O primeiro item da reunião será a situação de Pizzolato, que pediu aposentadoria do BB e deixou a presidência do Conselho Deliberativo da Previ.

Medeiros Neto disse que o Conselho vai apurar se há relação entre a Previ e o dinheiro sacado do Rural. Até o momento, não há indícios disso. O conselheiro, que afirma não ser ligado a partido, considerou "muito grave" o envolvimento do ex-executivo.

O Conselho Fiscal não pode determinar medidas à direção da Previ, mas pode fazer recomendações ao Conselho Deliberativo.

Desde que a Folha revelou, na quinta-feira, o saque de R$ 326,6 mil de uma conta da DNA, o mensageiro Luiz Eduardo Ferreira, 40, está sob tensão. Ele dormiu fora de casa de sexta-feira a domingo, por iniciativa de pessoas da Previ que queriam poupá-lo do assédio da imprensa.

Ele passou parte da noite de sexta-feira no apartamento de Pizzolato, que lhe teria pedido desculpas e dito que precisava encontrar uma forma de ambos se saírem bem do episódio.

Segundo relatos, Pizzolato sustenta que pediu ao mensageiro que apanhasse um pacote na agência a pedido de uma terceira pessoa e que também foi enganado.

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