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13/12/2006 - 09h29

Levantamento mostra que expansão da educação superior perde fôlego no Brasil

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LUCIANA CONSTANTINO
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A expansão do ensino superior no Brasil perdeu fôlego e atingiu, no ano passado, o menor índice de crescimento desde 2003. Após o boom na década de 90 e impulsionado pela rede particular, caiu o ritmo de crescimento de instituições, cursos, vagas e matrículas.

Todos apresentaram em 2005 aumento abaixo da média que vinha sendo registrada nos últimos anos, com exceção das instituições federais, que subiram 11,5%. No total, o aumento das instituições foi de 7,5% em 2005; em 2002 chegou a 18%.

Já os cursos cresceram 9,4%, e as vagas oferecidas, 5% --um terço da taxa no ano anterior. O aumento nas matrículas foi de 7%, mesmo percentual do período anterior.

Essa radiografia está no Censo da Educação Superior 2005, divulgado ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Com isso, são 2.165 instituições de ensino superior, que oferecem 20.407 cursos a 4,453 milhões de alunos.

Ainda assim, o Brasil apareceu em 2005 com apenas 10,9% dos jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior, índice praticamente estável se comparado aos 10,4% de 2004. Muito longe da meta do Plano Nacional de Educação que é chegar a 30% em 2011.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os dados mostram que o sistema de ensino superior está passando por um "momento de esgotamento do modelo anterior [baseado na expansão da rede particular] e substituição por um novo [com ênfase na rede pública]".

Segundo Haddad, o ministério aposta em alguns pontos para tentar chegar à meta. Intensificará com o Congresso o debate sobre a reforma universitária, que prevê vinculação de recursos para universidades federais, e investirá em cursos tecnológicos superiores.

Outra aposta é o ensino a distância. Pelos dados do Censo, os cursos de graduação a distância passaram de 107, em 2004, para 189 no ano passado, com 114.642 matrículas, quase o dobro do ano anterior.

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