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02/06/2002 - 20h03

Parada do Orgulho GLBT de SP supera público da França e dos EUA

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

Com um público estimado pela Polícia Militar de 400 mil pessoas, a 6ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) bateu o número de participantes das paradas ocorridas na França (250 mil) e de San Francisco, nos Estados Unidos (300 mil).

A expectativa da Associação do Orgulho GLBT era de que 300 mil participassem desta edição —100 mil a mais que em 2001. No entanto, hoje, durante o evento, os organizadores falaram em 700 mil pessoas.

Tendo como slogan "Educando para a Diversidade", a parada deste ano reuniu gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e também o público heterossexual.

Exemplo disso foi a aposentada Maria Augusta Augusto, 83. No meio da multidão, em pé sobre um canteiro da avenida Paulista, ela aplaudia a passagem dos trios elétricos.

Achando tudo muito divertido, Maria Augusta, presente pela segunda vez, só não acompanhou o evento até a praça da República por falta de "fôlego". "Saindo daqui vou jogar cartas com as minhas amigas", afirmou.

Junto dos filhos Carolina, 14, e Pedro, 4, Dirceu Travesso assistia à passagem dos trios elétricos. "É natural trazer meus filhos aqui", disse Travesso, que tem muitos amigos gays e lésbicas.

Lésbicas

Um grupo de lésbicas motociclistas da Associação de Mulheres que Amam Mulheres (Amam) abriu hoje a 6ª edição da parada, mostrando maior participação do que nas edições anteriores. Um trio elétrico formado só por mulheres prestou homenagens à cantora Cássia Eller, morta no ano passado, e à escritora Cassandra Rios.

Cíntia, 21, acredita que a participação neste ano foi maior porque as mulheres estão mais organizadas, mas apesar disso acha que é mais difícil para a mulher assumir sua homossexualidade do que para o homem.

Deca Junqueira, 27, acompanhada da namorada Márcia Morelli, 35, acha que apesar de o evento ter sido bem recebido, a discriminação ainda é grande.

"A realidade é diferente dentro e fora do cordão de isolamento. Do lado de dentro não tem problema nenhum, mas é só você sair que muita gente te agride. As pessoas que aplaudiram e soltaram rojões na avenida Paulista são as mesmas que vão te discriminar", disse.

Para Márcia, "o povo só gosta de gay quando é caricato". (LUCIANA COELHO)

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