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03/06/2008 - 09h12

Gagueira deve ser tratada durante infância, dizem especialistas

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FÁBIO GRELLET
do Agora

Pessoas gagas costumam ser motivo de piada, mas o problema é sério. E virar tema de gozação é uma das conseqüências mais graves da gagueira: para evitar isso, a vítima acaba se afastando do convívio social.

"É preciso respeitar o gago. As pessoas devem prestar atenção no que ele diz e nunca pressioná-lo nem completar as frases", afirma Fernanda Sassi, doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Ela diz que muitas vezes o interlocutor completa a frase do gago dizendo coisas distintas daquelas que ele queria afirmar, mas o gago acaba concordando por estar envergonhado.

Para evitar situações como essa, a vítima de gagueira deve buscar tratamento com fonoaudiólogo. O período de duração varia conforme a intensidade do problema, mas costuma ser de três meses a um ano. "Após a primeira fase, de três meses, o paciente é reavaliado e, se for necessário, pode retomar o tratamento, depois de um intervalo", afirma Fernanda.

Existem três tipos de gagueira. A de desenvolvimento é a mais comum, surge na infância e é causada por um conjunto de fatores. A psicogênica e a neurogênica são mais raras e acometem pessoas de qualquer idade.

Os homens são as principais vítimas --a cada mulher gaga existem três homens vítimas do problema--, mas ainda não se sabe a razão disso. "Todos os distúrbios de comunicação são mais freqüentes em homens", diz Fernanda.

O problema geralmente se manifesta antes dos sete anos. O bebê começa a falar com aproximadamente um ano e muitas vezes já é possível notar o problema. O tratamento deve ser imediato, porque a criança tem mais facilidade do que o adulto para superar a gagueira

Mas é comum a criança enfrentar períodos de disfluência, durante os quais ela repete palavras não por ser gaga, mas por estar em fase de estruturação da linguagem. Essas repetições são esporádicas e devem desaparecer com o passar do tempo. Quando a criança é gaga, as repetições são freqüentes e tendem a se agravar, enquanto não houver tratamento. "Mesmo se for um simples período de disfluência, é recomendável levar a criança ao fonoaudiólogo, que poderá avaliar a situação e prestar orientações", alerta Fernanda.

 

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