Brasil
01/10/2006

Candidatos - Deputado Federal - São Paulo

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Celso Pitta

Nome completo: Celso Roberto Pitta do Nascimento
Partido: PTB
Número: 1488
Idade: 59
Sexo: masculino
Natural de: Rio de Janeiro - RJ
Estado civil: separado judicialmente
Grau de instrução declarado: superior completo
Ocupação declarada: economista
Tem mandato atualmente? não
Situação do CPF na Receita Federal: regular

No arquivo da Folha

  • 01.jan.97: Celso Pitta, eleito com 57% dos votos do segundo turno, recebe o cargo de prefeito de São Paulo de seu padrinho político, Paulo Maluf. Pitta já foi diretor administrativo da Casa da Moeda (82-85) e secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo (93-96) durante a gestão de Maluf. Um mês depois de sua posse, a Folha divulga relatório reservado do BC em que é sugerido que houve ''má-fé'' em operações de compra e venda de títulos municipais feitas entre 94 e 96 pela prefeitura, quando Pitta era secretário das Finanças, e que teriam causado prejuízo de R$ 8,396 milhões aos cofres públicos municipais. O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PPB), não quis responder ao relatório.


  • 22.jun.98: Celso Pitta completa um ano e meio à frente da Prefeitura de São Paulo no próximo dia 1º sem cumprir suas principais metas de campanha e sem consolidar projetos contra o desemprego. Das três principais "bandeiras" de campanha -Fura-fila, PAS e Cingapura- do então candidato Celso Pitta, em 96, duas estão em ritmo lento e uma sequer foi implantada.


  • 26.mar.99: O prefeito Celso Pitta deixa o PPB, partido que o lançou na vida pública pelas mãos de seu antecessor, Paulo Maluf. Pitta critica o partido pela falta de apoio e diz ver "uma certa ingratidão" de seu padrinho. Em meio à investigação da máfia da propina que age na prefeitura, Maluf disse não ter nada a ver com a atual administração municipal. Em nota oficial, a Executiva do PPB afirma que o partido "sente-se aliviado" com a saída de Pitta, devido à "imagem negativa do prefeito perante a opinião pública".


  • 20.set.99: Datafolha divulga pesquisa que revela que, eleito em 1996 com 3,1 milhões de votos, Celso Roberto Pitta do Nascimento (PTN) é considerado hoje um prefeito nota zero por 44% dos paulistanos e que o prefeito continua desagradando à maioria dos moradores da cidade de São Paulo. Pitta é avaliado como "ruim ou péssimo" por 71% dos entrevistados. Pitta é acusado de várias irregularidades pela Câmara, que já pediu sua cassação por três vezes, as denúncias vão desde fraude na emissão de precatórios a investimentos no setor de educação menores do que os exigidos por lei e no PAS (Plano de Assistência à Saúde).


  • 14.jun.00: O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determina a recondução de Celso Pitta (PTN) à Prefeitura de São Paulo, depois de ele permanecer 19 dias afastado da administração municipal, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Em 24 de março, Pitta é afastado do cargo pela primeira vez. Recorre e 48 horas depois obtém liminar que o reconduz à prefeitura.


  • 13.jul.01: Celso Pitta (PTN) está sendo processado criminalmente pela Justiça Federal sob acusação de forjar e pagar precatórios inexistentes em 1994, na gestão de Maluf (1993-1996). Na denúncia, a procuradora regional da República em São Paulo, Fátima Borghi, acusa-o de falsificar dados enviados ao Senado e ao Banco Central relativos à quantia necessária para o pagamento dos precatórios.


  • 05.mai.04: Suspeito de desviar dinheiro público e de movimentar contas no exterior sem declarar à Receita Federal, o ex-prefeito paulistano Celso Pitta é preso sob a acusação de desacatar o presidente da CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), em depoimento em Brasília. Foi a primeira prisão em 68 sessões da CPI, instalada em junho de 2003, para apurar evasão de divisas. Foi liberado pela Polícia Federal aproximadamente três horas depois. Declarou se sentir humilhado pela prisão e atribuiu seu desacato ao nervosismo.


  • 07.set.05: Pitta declara que vai processar o ex-padrinho se sua prisão for decretada. "Se eu sofrer alguma punição por conta de atos de Paulo Maluf, vou acioná-lo judicialmente", afirma. "Foi um péssimo negócio entrar na política pelas mãos de Paulo Maluf. Isso custou meu casamento. A minha reação à figura dele é de profundo desprezo". A prisão dos dois ex-prefeitos e do filho de Maluf, Flávio, foi solicitada pelo delegado da PF Protógenes Queiroz. Pitta disse ter ficado "surpreso" com a investigação e apesar dos papéis enviados por instituições bancárias no exterior, com uma assinatura similar à de Pitta, o ex-prefeito nega ter dinheiro ou bens fora do Brasil.


  • 26.jun.06: Pitta, que está com os bens bloqueados e é investigado por desvio de recursos públicos e envio ilegal de verbas para o exterior, terá seus processos postergados de forma indefinida se for eleito. Isso é possível porque a legislação garante a deputados federais e a senadores o direito de serem julgados penalmente apenas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), instância máxima do Judiciário. Pitta chegou a ser condenado à perda dos direitos políticos por ato de improbidade administrativa pelo fato de ter viajado à França para assistir à estréia do Brasil na Copa de 1998 às custas de uma multinacional, dona de uma empresa de limpeza pública que atua em São Paulo.


  • 20.jul.06: A juíza da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Sílvia Maria Rocha, aceita a denúncia (acusação formal) oferecida pelo Ministério Público Federal contra o ex-prefeito Celso Pitta pelos crimes de lavagem de dinheiro (duas vezes), formação de quadrilha, evasão de divisas e corrupção. Com a decisão judicial, Pitta torna-se réu em um processo penal.


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