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05/07/2006 - 17h54

Algoz de brasileiros, França vence Portugal de Scolari e faz final com Itália

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THIAGO BARROS RIBEIRO
da Folha Online

A França mais uma vez confirmou a fama de carrasca de brasileiros. Nesta quarta-feira, a equipe de Zinedine Zidane venceu Portugal por 1 a 0, em Munique, e se classificou para a final da Copa do Mundo, contra a Itália, no próximo domingo, às 15h de Brasília, em Berlim.

Depois de passar pelo Brasil nas quartas-de-final, a França, com um gol de Zidane, encerrou os sonhos do último brasileiro que ainda poderia terminar o torneio da Alemanha em triunfo, acabando com as chances de Luiz Felipe Scolari conseguir o bicampeonato mundial.

Como se não bastasse, os franceses jogaram por terra duas marcas pessoais de Scolari, que acumulava 19 jogos de invencibilidade à frente de Portugal e 12 partidas invictas em Mundiais. Por fim, mantiveram um tabu de 31 anos sem derrotas diante dos ibéricos. Desde 1975, são oito vitórias consecutivas.

Em campo, hoje, a França mostrou desde o começo uma técnica superior à de Portugal, porém foram os ibéricos que ameaçaram primeiro, em chutes de fora. A maior habilidade francesa ficou latente quando Henry recebeu na área, driblou Ricardo Carvalho e acabou derrubado pelo zagueiro. Zidane bateu o pênalti com categoria, aos 33min, e decretou o único gol francês.

No segundo tempo, Portugal tentou partir com mais força ao ataque, mas, sem criatividade, praticamente não ameaçou a meta francesa em qualquer momento. Com o jogo sob controle, a França apenas administrou, com competência, o placar mínimo até o apito final.

A vitória de hoje premia Zidane com um fim de carreira à altura do talento que sempre exibiu. O meia fará, no domingo, seu último jogo como profissional e pode acabar com o título da Copa e o troféu de melhor jogador do torneio. Nada mal para quem ficou ameaçado de abandonar os gramados de forma bem menos gloriosa, cumprindo suspensão na última partida da primeira fase, contra Togo.

França e Itália reeditarão, em Berlim, a final da Eurocopa-2000, em que, depois de saírem em desvantagem, os franceses conseguiram a virada na prorrogação, fazendo 2 a 1 e se sagrando campeões. Curiosamente, naquele torneio a França também eliminou Portugal na semifinal.

Portugal que, com a derrota de hoje, não conseguirá mais superar a campanha de 1966, quando, dirigido por outro brasileiro, Otto Glória, venceu a extinta União Soviética por 2 a 1 e ficou em terceiro lugar, algo que os atuais jogadores tentarão igualar no próximo sábado, em Stuttgart, contra a Alemanha.

O jogo

Os dois times entraram com força máxima, mas com cinco pendurados com um cartão amarelo. A França chegou ao ataque com menos de um minuto, com Malouda, mas foi Portugal que assustou de fato, aos 4min, quando Deco bateu da entrada da área e Barthez deu rebote, não aproveitado.

Embora a França fosse mais técnica, Portugal destacava-se pela efetividade e, aos 9min, chegou num outro forte chute, de Maniche, que passou acima do travessão.

O duelo seguiu movimentado, mas as oportunidades de gol rarearam depois dos 10 minutos. Apenas aos 28min, a França chegou outra vez. Henry recebeu pela esquerda e deu um belo drible em Miguel, mas cruzou mal e a bola ficou com Ricardo.

E, aos 32min, Malouda tocou para Henry que, dentro da área, driblou Ricardo Carvalho e sofreu pênalti, bem marcado pelo uruguaio Jorge Larrionda. Zidane, no minuto seguinte, bateu com extrema categoria, no canto direito do gol, sem chances para Ricardo: 1 a 0 França.

Perdendo, Portugal partiu ao ataque e logo reclamou de um pênalti, inexistente, em Cristiano Ronaldo. Aos 36min, em tiro de longa distância, Maniche obrigou Barthez a defender em dois tempos. Três minutos depois, Cristiano Ronaldo carregou pela esquerda e bateu, mas foi travado pela defesa francesa, ficando apenas com o escanteio, que não gerou maior perigo. O primeiro tempo terminou mesmo com a vantagem francesa.

No início da etapa final, Costinha perdeu a bola, que ficou com Henry. O francês avançou, driblou Fernando Meira e chutou para defesa de Ricardo. Logo depois, Zidane, pela esquerda, passou para Ribéry, que bateu de fora da área e deu, mais uma vez, trabalho ao arqueiro português.

Aos 8min, Pauleta conseguiu fazer sua primeira boa jogada. Recebeu pela esquerda da área, girou e bateu, mas a bola saiu um pouco à direita de Barthez. Portugal tentava ir para cima, mas, pouco criativo, não criava maiores problemas para a França.

O jogo seguia sob o controle francês, que permitia que Portugal ficasse com quase 60% da posse de bola, mas não via sua meta ameaçada em qualquer momento. Apenas aos 32min, surgiu uma chance para os ibéricos, mas graças a uma falha de Barthez. Cristiano Ronaldo chutou falta de longe, o francês bateu roupa e Figo não soube concluir a sobra, cabeceando por cima.

O primeiro cartão da partida veio apenas aos 37min, quando Ricardo Carvalho, que não repetiu hoje as boas atuações anteriores, entrou forte em Wiltord e foi advertido por Larrionda.

Tentando o empate até o final, Portugal construiu outro lance de perigo aos 47min, quando Meira mandou a bola longe do travessão, e em dois escanteios consecutivos, quando o goleiro Ricardo chegou a ir para a área francesa. Porém, mais consciente do que deveria fazer para chegar à final, a França conseguiu sacramentar sua classificação, com justiça.

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