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10/07/2006 - 04h33

A Copa no Mundo: "Campioni del Mondo, campioni del Mondo!"

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da Folha de S.Paulo

"Campioni del Mondo, campioni del Mondo, campioni del Mondo, campioni del Mondo!", diz o jornal italiano "Gazzetta dello Sport".

"Quatro vezes, como os quatro títulos que conquistamos, como as quatro estrelas que agora poderemos meter na camisa 'azzurra'. Não foi fácil, mas trabalhoso, cansativo, sofrido. Porém justo, pois nos deu muito mais prazer desta maneira", afirma a "Gazzetta".

"Uma página escrita para uma novela, que no último capítulo inventa o final mais dramático depois de uma partida sofrida e sempre equilibrada. Os piratas de Domenech desceram a bandeira e se renderam definitivamente", continua o "Gazzetta".

"Lippi sempre disse: estes [jogadores italiano] são rapazes com um caráter extraordinário. E o gol de Materazzi é a síntese disso. No escanteio cobrado por Pirlo, o zagueiro saltou, pelo menos, dez centímetros mais alto que Vieira e surpreendeu Barthez: do inferno ao paraíso em minutos", afirma o jornal em referência ao pênalti cometido pelo zagueiro, que deu o gol à França, minutos antes de empatar o jogo.

"Pirlo sim, Wiltord também, Materazzi sim, Trezeguet travessão, De Rossi sim, Abidal também, Del Piero sim, Sagnol sim, Grosso sim. A Itália é campeã do mundo. Uma frase que só de escrevê-la faz a mão tremer e dá calafrios", comemora o jornal.

"'Azurra' campeã, Itália explode de alegria", é a manchete do "Corriere della Sera".

"Um bilhão e meio de espectadores na terra e talvez alguns ouvintes no espaço. Mas a festa está concentrada na península italiana. Com o pênalti convertido por Grosso a Itália explodiu. Fogos de artifício, comemorações nos carros, bandeiras tricolores ao vento, de Aosta [norte da itália] a Lampedusa [ilha mais ao sul da itália]", continua o "Corriere".

"Em Roma, em toda a zona do 'Circo Massimo', onde a alegria explodia antes mesmo da vitória, a cada gol marcado pela 'azzurra' 180 mil torcedores celebravam uma alegria incontível: tanta alegria quando o jogador francês chutou o pênalti no travessão só foi ultrapassada quando Fabio grosso fez o gol que fez os torcedores gritarem e transformou o 'Circo Massimo' em um verdadeiro estádio", afirma o jornal.

"Fogos de artifício como se fosse réveillon em Napoli para festejar a vitória da 'azurra' no mundial", diz o diário, "nem Veneza, geralmente sóbria e contida a este tipo de manifestação de alegria, resistiu e se atirou às águas. Mergulhos nas águas de Veneza e nas fontes das outras cidades do Veneto [região italiana, da qual Veneza é a capital] para celebrar a vitória".

Do outro lado de lá

Por outro lado, a imprensa francesa demonstra, nesta segunda-feira, com expressões como "Cruel", "Pesar eterno" e "Tão perto do sonho", toda sua amargura com a derrota da França na final da Copa do Mundo-2006.

O diário esportivo "L'Equipe" estampa em sua manchete "Lamentos eternos". Em cada uma das páginas do jornal dedicadas à final da Copa, há um título amargurado pela derrota francesa: "Zidane, uma saída falida", "Sonhávamos com outro final", "A consternação e as lágrimas", "Às lágrimas, cidadãos", entre outros.

O colunista Claude Droussent, do "L'Equipe", demonstrou toda sua frustração com Zidane pela expulsão. "Como isso pôde acontecer com um homem como você?". E diz adiante: "Te imagino muito desgraçado esta manhã".

O "Libération", por sua vez, estampa a palavra "Cruel" em letras enormes sobre uma foto de Zidane com as mãos na cabeça. Em editorial, o jornal explica que "há um mês, a França sonhava com Zidane. Esta manhã acorda com Chirac [presidente do país]. França, terra de contraste que, mesmo quando joga bola, já não consegue dominar o mundo".

Na capa do também de esquerda "L'Humanité", que elogia a raça e a superação da seleção francesa no caminho à final, a manchete é "Bravo de todas as formas".

Já o "Le Figaro", famoso pela postura conservadora, optou por destacar a boa atuação da campeã. "Itália arrasa a França", diz o título. Na reportagem, o jornal lembra o escândalo que tomou conta do futebol italiano. "Como em 1982, depois do escândalo do Totonero [de apostas ilegais], o triunfo italiano tem perfume de redenção", diz.

O popular "Le Parisien", cuja manchete é um estranho "Obrigado!", diz que é "cruel tropeçar tão perto da meta".

Os anfitriões

Para a revista alemã "Spiegel", "esta final de Copa do Mundo foi digna de um grande torneio: a Itália desafiou todas as previsões negativas e se tornou a nova campeã após a disputa nos pênaltis. A França perdeu tragicamente e viu a saída ingloriosa de um dos maiores jogadores da história".

E as críticas a Zidane continuam. "Os heróis transformam momentos pequenos em grandiosos, eles brilham e tudo ao seu redor desaparece. Às vezes, os heróis é que estão num grande momento mas se transformam em pequenos e desaparecem. A estupidez é que as falhas vêm logo em seguida da ascensão e são elas que ficam cravadas na memória para sempre", diz a revista sobre o meia francês.

"Esse momento final é o que decide se o herói brilhará eternamente ou será lembrado de maneira trágica", acrescenta.

"No último momento de Zidane como jogador de futebol, ele inclina o corpo pra frente, coloca a cabeça na altura dos ombros e acerta Materazzi com toda força no tórax", continua a "Spiegel", "o resultado: a derrota para os italianos na final após uma disputa de pênaltis sem o capitão, que cobraria o primeiro pênalti francês".

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