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10/07/2006 - 09h33

"Caos" nos ingressos atinge até a final do Mundial

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FÁBIO VICTOR
GUILHERME ROSEGUINI
RICARDO PERRONE
RODRIGO BUENO
PAULO COBOS
da Folha de S.Paulo, em Berlim

A distribuição de ingressos atormentou a Fifa antes de o Mundial começar e provocou a expulsão de um membro da entidade durante o torneio. Na final, a questão continuou a ser o calcanhar-de-aquiles da organização da competição.

Ocorreu de tudo: jornalistas ocuparam locais destinados aos torcedores, entradas foram vendidas no mercado negro, VIPs perderam espaço nos camarotes para autoridades.

As cercanias do Estádio Olímpico eram um grande balcão de negócios antes de França e Itália entrarem em campo.

Os tíquetes para as arquibancadas chegaram a ser vendidos por 2.000 euros(cerca de R$ 5.600). Pela tabela criada antes da competição, deveriam custar o equivalente a R$ 124.

Falhas marcantes ocorreram também com a imprensa. Como de costume, a Fifa designou parte do estádio à mídia.

Como recebeu número de jornalistas maior que o de vagas, criou uma lista de espera. Só que, 20 minutos antes de o duelo começar, desistiu de utilizá-la. Com um bolo de entradas nas mãos, o porta-voz da entidade, Andreas Herren, passou a entregar bilhetes a todos. "Ninguém vai ficar sem ver a final, podem ficar tranqüilos."

Parte dos ingressos que distribuía eram para locais destinados a abrigar os torcedores. A Folha, por exemplo, acabou posicionada atrás do gol em que os pênaltis foram batidos.

Ao lado da reportagem, dois italianos não escondiam de ninguém: compraram entradas de cambistas. "Recebi várias propostas. Precisei só escolher a mais barata", disse Salvatore Percaro, corretor de imóveis. Ele e Gianluca Penido pagaram 1.600 euros por duas entradas.

Negociações assim causaram a expulsão de um membro do Comitê Executivo da Fifa durante a Copa. Ismail Bhamjee, de Botsuana, vendia ingressos aos torcedores de seu país com ágio sobre o preço padrão.

Outro setor que movimentou cifras altas no torneio também produziu cenas bizarras por causa de ingressos. Dois empresários ingleses que trabalham na multinacional Siemens foram "convidados" a deixar os camarotes e se instalar na arquibancada.

Motivo: faltava espaço para as autoridades. "Me pediram que aceitasse sair. Disseram que tinha muita gente lá, presidente de tudo o que é país", disse Ian Wilkoner. A exploração de camarotes foi vendida pela Fifa por 175 milhões de euros à firma ISE Hospitality.

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