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04/08/2006 - 11h00

São-paulino Rogério Ceni demonstra irritação durante entrevistas

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da Folha de S.Paulo

Triunfos épicos e títulos importantes no futebol são seguidos de alegria no vestiário e oba-oba na imprensa. A afirmação é verdadeira para a maioria dos jogadores, mas não para o goleiro são-paulino Rogério Ceni.

Quarta-feira, seu time classificou-se para a final da Taça Libertadores, com participação decisiva dele, que defendeu um pênalti. Desde então, o jogador protagonizou duas discussões com jornalistas e manteve a cara fechada no treino.

Cercado de elogios --o técnico Muricy Ramalho chegou a classificar a fase atual do clube de "era Rogério"--, o goleiro perdeu a cabeça diante das poucas críticas que recebeu.

Logo depois do jogo, ao vivo na rádio "Bandeirantes", criticou o radialista Milton Neves. Motivo: Neves tinha afirmado que o jogador é o goleiro que mais se adianta para fazer defesas nas cobranças de pênaltis, o que não é permitido pela regra.

"Você me prejudica muito ao dizer que eu me adianto nos pênaltis, e me reservo o direito de não ir mais ao seu programa se isso continuar", ameaçou, afirmando agir como todo goleiro.

Em seu blog, o jornalista teceu elogios ao são-paulino.

Na tarde de ontem, o alvo da ira de Rogério foi Milly Lacombe, comentarista da emissora Sportv. No programa "Arena Sportv", ela lembrou que, em 2001, o goleiro apresentou ao São Paulo uma suposta proposta do Arsenal, da Inglaterra.

Lacombe lembrou que houve uma acusação de que houve dúvidas sobre o documento. "Aceito críticas pelo que faço. Mas eu tenho família, minha filha, e não aceito essa acusação de forjar assinatura. Você vai ter que provar", afirmou ele, que fez contato telefônico. A jornalista negou ter feito a acusação, mas o goleiro mal a deixava se expressar. Constrangido, o apresentador Cléber Machado pedia calma a Rogério, que desligou o telefone no ar.

A lembrança da proposta do Arsenal irritou Rogério porque quase provocou sua saída do São Paulo. Em 2001, ele apresentou documento com a marca da Tango Sports Marketing, que era de seu empresário, manifestando suposto interesse do clube de Londres.

Só que o Arsenal e o empresário Oliveira Júnior, envolvido no caso, negaram que existisse proposta oficial. Nem sequer havia uma sondagem.

O então presidente do São Paulo, Paulo Amaral, o acusou de forjar o documento para obter um aumento do clube. E o suspendeu por 29 dias, em que não foram pagos salários. Mas, pressionando os dirigentes, ele acabou obtendo um reajuste.

Rogério até acionou advogados para se desligar do clube. Mas ele sempre reafirma a ligação com o São Paulo, que considera uma segunda família.

Após a discussão na TV, Rogério foi treinar no CT são-paulino. Correu em volta do campo com a cara fechada e os olhos mirando o chão. Só deu entrevistas já agendadas para duas redes de TV. De resto, saiu calado, sem sombra da empolgação que mostrou no Morumbi na vitória sobre o Chivas.

As polêmicas no rádio e na TV não foram as únicas. Terça-feira, voltou a se recusar a falar à Folha de S.Paulo pelo fato de o jornal ter publicado que ele vendia camisas dentro do clube.

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