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16/08/2006 - 23h58

Internacional empata com o São Paulo e é campeão da Libertadores-06

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da Folha Online

Após vencer o São Paulo por 2 a 1 na semana passada, o Internacional empatou com os rivais por 2 a 2, no estádio do Beira-Rio, nesta quarta-feira, e conquistou pela primeira vez o título da Taça Libertadores da América.

Precisando apenas de um empate para se sagrar campeão continental e assegurar vaga no Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado no final do ano, no Japão, os gaúchos chegaram ao gol do título aos 20min do segundo tempo, com Tinga, que aproveitou assistência de Fernandão, autor do primeiro tento.

Com o triunfo, o Internacional repete os feitos de Santos, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro e é o oitavo clube brasileiro a vencer a competição --o país tem 13 títulos.

Precisando da vitória para conquistar a Libertadores pela quarta vez, o São Paulo apostou em Richarlyson e Aloísio, que substituíram, respectivamente, Josué, suspenso, e Ricardo Oliveira, que não conseguiu liberação do Betis.

No entanto, as mudanças feitas pelo técnico Muricy Ramalho não se mostraram suficientes para derrotar a força do Internacional em seu próprio estádio. Antes da partida de hoje, os gaúchos tinham um aproveitamento de 81,2% em casa na atual temporada, com 17 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.

Um outro fator que, mesmo antes da partida, já apontava o favoritismo do Internacional era a improbabilidade de "viradas" em decisões do torneio. Apenas uma vez na história da Libertadores o time que perdeu em casa o primeiro jogo da final acabou levantando o título na partida de volta, façanha que o São Paulo tentava repetir.

Foi em 2002, quando o Olimpia caiu em Assunção diante do São Caetano por 1 a 0, mas ganhou por 2 a 1 no tempo normal e por 4 a 2 nos pênaltis, no Pacaembu, para ser tricampeão.

Para encerrar seu estigma de vice-campeão --que aumentou nos últimos anos após levar Flamengo e Fluminense à segunda colocação da Copa do Brasil--, o técnico Abel Braga optou por escalar seu time no 3-5-2. Com isso, os campeões da Libertadores atuaram com Fabiano Eller, Bolívar e Índio, que, mesmo sendo pressionados durante parte do jogo, anularam o ataque são-paulino e tiveram papel destacado na conquista.

O jogo

Com a necessidade de vencer, o São Paulo se lançou ao ataque no início do jogo e logo aos 7min teve sua primeira chance de marcar. Após passe de Aloísio, Danilo bateu de fora da área e obrigou Clemer a fazer uma grande defesa, Na cobrança de escanteio, Lugano apareceu livre na frente do goleiro do Internacional, mas bateu por cima do gol.

Depois da pressão inicial são-paulina, o Internacional passou a tocar a bola com mais tranqüilidade e dominar o meio-campo. Com isto, os gaúchos começaram a incomodar a defesa adversária e tiveram boa chance aos 11min, quando Rogério Ceni dividiu com Jorge Wagner e impediu o gol.

Aos 25min, Aloísio recebeu lançamento, dominou a bola no peito e girou sobre Bolívar antes de bater por cima do gol de Clemer. Dois minutos depois, foi a vez do Internacional desperdiçar uma oportunidade, com Fabiano Eller, que chegou atrasado em uma bola desviada na primeira trave e não conseguiu empurrá-la para o gol.

Aos 30min, o Internacional abriu o marcador em um lance incomum, falha do goleiro Rogério Ceni, que não conseguiu segurar um cruzamento vindo da direita. Esperto, Fernandão aproveitou a oportunidade e marcou o seu quinto gol na Libertadores.

A desvantagem no marcador desequilibrou o São Paulo, que foi dominado nos minutos posteriores ao gol. Durante este período, a equipe do técnico Abel Braga foi melhor, controlou a posse de bola e impossibilitou as ações ofensivas dos rivais.

Logo no começo da etapa final, aos 6min, o São Paulo conseguiu o empate com Fabão, que aproveitou desvio de cabeça de Lugano e bateu na saída de Clemer, o que deu uma nova emoção à decisão que já parecia definida.

Com o empate, o time de Muricy Ramalho cresceu na partida e passou a pressionar os adversários, que viveram o mesmo desequilíbrio de que haviam se aproveitando quando abriram o marcador.

Mesmo com a desvantagem psicológica, o Internacional conseguiu voltar à frente aos 20min, quando Ceará cruzou na cabeça de Fernandão, que concluiu para grande defesa de Rogério Ceni. No rebote, o atacante do Internacional tocou para o meio da área, e Tinga completou para as redes. Por tirar a camisa na comemoração, o jogador gaúcho foi expulso pelo árbitro argentino Horacio Elizondo.

A partir daí, o que se viu foi os são-paulinos atacando com bastante intensidade, buscando o gol desesperadamente, e os gaúchos fechados em seu campo de defesa, marcando muito e tentando segurar o resultado, o que aconteceu até os 40min, quando Lenílson aproveitou rebote de Clemer e voltou a empatar a partida.

Com as esperanças reacesas, o São Paulo continuou buscando o gol que levaria a decisão para a prorrogação. No entanto, não conseguiu furar o bloqueio do Internacional, campeão da edição 2006 da Taça Libertadores da América.

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