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29/11/2006 - 10h12

Sem rumo, diretoria do Palmeiras mira passado

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RODRIGO MATTOS
da Folha de S.Paulo

Ao completar a sétima temporada sem título relevante, o Palmeiras não olha para frente na programação da próxima temporada. Tenta uma conquista no passado, no tapetão.

Livre do rebaixamento no domingo, apesar de goleada sofrida para o Internacional, o clube ainda não negociou contratações e renovações com atletas. Nem sequer sabe quem comandará o futebol em 2007.

"Ainda não teve conversa", disse o técnico Jair Picerni, que prevê reunião após o Brasileiro.

Enquanto isso, o presidente palmeirense, Affonso della Monica, usou seu tempo para viajar para o Rio de Janeiro para encontrar o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Motivo: fazer lobby para que a Copa Rio, de 1951, seja reconhecida como Mundial de Clubes pela Fifa. É um pedido antigo do clube alviverde que prende as atenções dos cartolas.

A confederação vai dar um parecer à Fifa, que decidirá sobre a legitimidade do torneio.

Juntamente com Della Monica foram ao Rio o vice-presidente de futebol, José Cyrillo Júnior, e o diretor administrativo, Roberto Frizzo.

Só ficou em São Paulo o diretor de futebol, Salvador Hugo Palaia. O dirigente, no entanto, tem a cabeça pedida por diversos conselheiros influentes. O gerente de futebol, Ilton José da Costa, é outro ameaçado.

No domingo, Della Monica sinalizou com a queda de ambos. Aliados, no entanto, contam que ele não confirmou nenhuma decisão até ontem.

A interlocutores, Palaia afirmou que permanece ao menos até janeiro, quando haverá eleição. Porém sua permanência depende ainda de uma articulação com o grupo de conselheiros de Luiz Gonzaga Belluzo e Seraphim Del Grande.

Eles devem ter participação no futebol, em troca de apoio político no Conselho Deliberativo e em eleições. A esse grupo, o presidente prometeu rapidez.

"Tem que ser nesta semana. Não adianta fazer alguma coisa depois da eleição, em janeiro", declarou Del Grande.

Mesmo que o acordo seja agilizado, haverá uma disputa no Conselho Deliberativo em torno do futebol. O ex-presidente Mustafá Contursi tenta repassá-lo aos conselheiros.

Assim, há somente uma certeza entre os membros da diretoria: as dívidas impedirão contratações de peso.

Com 40% da receita de 2007 comprometida por conta de empréstimos, dirigentes palmeirenses falam em dispensas.

Juninho não deve ter o contrato renovado. A intenção é negociar Marcinho Guerreiro e Marcinho para gerar renda. O goleiro Sérgio é outro que sairá.

De reforços, só atletas que voltarão automaticamente, como Washington e Osmar.

Comparado ao planejamento para 2006, que quase o levou à Série B, o Palmeiras está mais atrasado agora. Na mesma época de 2005, estavam definidos o diretor de futebol (Palaia), o técnico (Emerson Leão) e uma contratação (Paulo Baier).

Mas a diretoria palmeirense não olha o passado recente. Sua prioridade ontem era um campeonato de 55 anos atrás.

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