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30/03/2007 - 17h13

Após 56 anos, Palmeiras celebra Copa Rio-1951 como mundial

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da Folha Online

O Palmeiras celebrou nesta sexta-feira, depois de 56 anos, o reconhecimento oficial da Fifa da conquista da Copa Rio de 1951 como um título mundial de clubes. O anúncio foi feito pelo presidente Affonso della Monica, na sala de troféus da sede palmeirense, no Parque Antarctica.

O clube trabalhava nos bastidores desde 2001 para que o título fosse homologado como o primeiro do planeta entre clubes. Para isso, contou com o forte apoio de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, além de João Havelange, ex-presidente da Fifa que ainda goza de muito prestígio junto à entidade.

Além de Teixeira, o argentino Julio Grondona, 1º vice-presidente da Fifa, e o paraguaio Nicoláz Leóz, presidente da Conmebol, teriam sido os principais responsáveis pela aprovação.

Agora, o departamento de marketing do clube já tem em andamento projeto para colocar na camisa do clube a estrela representando a primeira conquista mundial palmeirense. A idéia é acelerar o processo para estrear a nova camisa em maio, no Campeonato Brasileiro.

Disputa

Reprodução

Time campeão em 1951

A Copa Rio, que foi realizada em São Paulo e no Rio de Janeiro, teve a participação de Palmeiras, Juventus (Itália), Estrela Vermelha (Iugoslávia), Olympique Nice (França) --todos no Grupo de São Paulo--, Sporting (Portugal), Áustria Viena (Áustria), Nacional (Uruguai) e Vasco da Gama --no Grupo do Rio de Janeiro.

O clube paulista estreou contra o Nice, da França, e venceu por 3 a 0, com gols de Aquiles, Ponce de León e Richard. Na segunda partida, os palmeirenses derrotaram o Estrela Vermelha, por 2 a 1, com gols de Aquiles e Liminha.

No terceiro jogo, o Palmeiras foi goleado por 4 a 0 pela Juventus de Turim, resultado que lhe rendeu a segunda colocação de seu grupo e um cruzamento com o Vasco nas semifinais.

Com vitória por 2 a 1 --gols de Richard e Liminha-- no Maracanã e um empate em São Paulo, o clube paulista avançou para a final e teve sua revanche contra a Juventus, que eliminou na semifinal o Austria Viena.

A primeira partida da final foi vencida pelo Palmeiras por 1 a 0, em São Paulo, gol de Rodrigues. Na partida decisiva, diante de mais de 100 mil pessoas, no Maracanã, o time brasileiro empatou por 2 a 2, resultado que valeu o título da competição.

Histórico de Mundiais

O time do Parque Antarctica é o sétimo brasileiro a ser considerado campeão. Antes, já haviam sido o Santos (1962 e 1963), Flamengo (1981), Grêmio (1983), São Paulo (1992, 1993 e 2005), Corinthians (2000) e Internacional de Porto Alegre (2006), segundo a Fifa.

Antes da oficialização do título palmeirense, o pioneiro a conquistar um título mundial era o Real Madrid, que em 1960 superou o Peñarol, do Uruguai, na final do Mundial Interclubes.

Este torneio começou a ser disputado naquele ano, com jogos de ida e volta entre o campeão da Taça Libertadores da América e o campeão da Copa dos Campeões da Europa. Apenas duas vezes não foi disputado --1975 e 1978. A partir de 1980, o torneio, que ainda não tinha o reconhecimento da Fifa, passou a ser disputado no Japão.

O primeiro Mundial realizado com o aval da entidade máxima do futebol aconteceu em 2000, no Brasil, com o Corinthians sendo campeão.

Cinco anos após a experiência em solo brasileiro, a Fifa decidiu recriar seu Mundial, que se fundiu com o antigo Mundial Interclubes --todos os vencedores deste torneio são considerado pela entidade como campeões mundiais.

A nova fórmula prevê o Japão como sede fixa e inclui jogos eliminatórios entre os campeões das seis federações que formam a entidade, além de um representante japonês --novidade a partir deste ano.

Na primeira edição desse novo torneio, em 2005, o São Paulo superou o Liverpool por 1 a 0. No ano passado, o Internacional bateu o Barcelona na decisão, também por 1 a 0.

Veja a ficha técnica da partida decisiva da Copa Rio-1951

PALMEIRAS
Fábio, Salvador, Juvenal, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Ponce de León (Canhotinho), Liminha, Jair e Rodrigues
Técnico: Ventura Cambon

JUVENTUS
Viola, Bertucelli, Manente, Mari Jacomo, Parola, Bizzoto, Muccinelli, Karl Hansen, Bonipertti, John Hansen, Praest
Técnico: Carver

Data: 22 de julho de 1951
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Gaby Tordjman (França)
Público: 100.093
Gols: Praest, aos 18 min do primeiro tempo; Rodrigues, aos 2 min; Karl Hansen, aos 18 min; e Liminha, aos 32 min do segundo tempo

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