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11/06/2000 - 13h18

Kuerten é bicampeão de Roland Garros

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da Folha Online
em São Paulo

Gustavo Kuerten conquistou neste domingo (11) o bicampeonato de Roland Garros, ao vencer o sueco Magnus Norman por 3 sets a 1, com parciais de 6/2, 6/3, 2/6 e 7/6 (8-6).

O resultado coloca o brasileiro como o número um do mundo, liderando o ranking da "corrida dos campeões", lugar que toma do sueco.

Depois de virar dois jogos que pareciam perdidos, contra o russo Yevgeny Kafelnikov e o espanhol Juan Carlos Ferrero, nas quartas e semifinais, respectivamente, Kuerten venceu Norman numa partida em que o brasileiro começou muito bem, dando a impressão de que venceria facilmente.

Foi apenas uma impressão. Mesmo não tendo que correr atrás do resultado, Kuerten teve outra "maratona" duríssima pela frente, já que a partida duraria três horas e 43 minutos.

Norman não se encontrou em quadra. Desde o início do jogo, o sueco não mostrou a frieza, a concentração e a perfeição nos golpes que têm caracterizado seu jogo nesta temporada e que o levaram a conquistar a primeira posição do ranking.

Sentindo o peso de sua primeira decisão em um torneio de Grand Slam, Norman iniciou sacando a partida e já teve seu serviço quebrado pelo brasileiro.

A quebra inesperada, logo no começo, deu muita tranquilidade a Kuerten, que pôde abrir uma vantagem de 4/0. Com duas quebras na frente, o brasileiro não teve dificuldades para vencer o set com 6/2.

Norman errou muitas bolas no primeiro set, reflexo de sua falta de concentração. Foram 23 erros não-forçados e duas duplas faltas, contra apenas 12 erros de Kuerten e nenhuma dupla falta.

Na abertura do segundo set, Kuerten conseguiu nova quebra de saque, o que irritou Norman, levando-o a discutir com o árbitro principal e a arremessar sua raquete no chão.

Menos concentrado, o sueco perdeu muitos primeiros serviços (colocava em quadra só 48% das bolas), o que dificultava a sua reação. Kuerten também não sacava muito bem, mas dominava o jogo e venceu por 6/3, com facilidade.

No terceiro set, tudo mudou. Norman mudou sua tática e passou a atacar mais, arriscando muito e correndo atrás de todas as bolas. A reação deu certo, e o sueco quebrou pela primeira vez o serviço de Kuerten, abrindo uma vantagem que serviu para que fechasse o set em 6/2, em apenas 35 minutos.

Contagiado pela reação, Norman voltou forte no quarto set. A partida ficou equilibrada. Quebras para os dois lados e grandes jogadas foram a tônica do set.

Com 5/4, Kuerten chegou a ter duplo match-point e, numa bola duvidosa, o árbitro de cadeira adiou um pouco a comemoração. Kuerten se irritou reclamou muito o ponto que lhe daria o bicampeonato.

Na sequência, conseguiria mais dois match-points, que não foram aproveitados. Por duas vezes, a bola de Norman saiu exatamente no mesmo local daquela que gerou a discussão com o árbitro. Nas duas vezes, Kuerten mostrou as marcas para o juiz, ainda reclamando da bola anterior.

O público que sempre apoiou o brasileiro, o vaiou pela primeira vez, em desaprovação a sua conduta. Logo depois, voltaria a arrancar os gritos de "Alez Guga!".

Com 6/5, para Kuerten, o jogo foi para um longo game no serviço de Norman. Por diversas vezes a vantagem mudou de lado, e os dois tenistas arriscavam muito. Kuerten teve mais quatro match-points desperdiçados, e somente esse game teve a duração de 21 minutos.

A partida foi para o tie-break, e Kuerten venceu por 8/6. Na comemoração, invadiu as arquibancadas para ir abraçar seu técnico Larri Passos e sua avó, Olga Schlosser, seu "talismã", que chegou a Paris no sábado, só para assistir seu neto conquistar o bicampeonato e chegar à primeira posição do ranking mundial.

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