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20/07/2004 - 11h00

"Estrela solitária", Bruno Souza tenta carregar handebol do Brasil em Atenas

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KLEBER TOMAZ
da Folha Online

Assim como aconteceu com Oscar no basquete do Brasil, com o jogador de futebol liberiano George Weah --eleito o maior do mundo pela Fifa em 1995--, com o atacante de vôlei Rafael Pascual, da Espanha, Bruno Souza, 27, armador da seleção brasileira masculina de handebol, que irá aos Jogos Olímpicos de Atenas, também enfrenta a sina de ser um jogador "diferenciado" em um time "comum".

Apesar de ter sido considerado o terceiro melhor jogador de handebol do mundo em 2003, em eleição promovida pela IHF (Federação Internacional de Handebol), Bruno, que joga pelo Frisch-Auf Goppingen, da primeira divisão da Alemanha, e vai para sua primeira Olimpíada, tem como missão melhorar o desempenho de um time que ficou em último lugar na Olimpíada de Barcelona-1992 e em penúltimo em Atlanta-1996 --o Brasil não se classificou para Sydney-2000.

"Assim como o Oscar e esses outros atletas, eu também estou carregando uma nação, me tornando um ídolo para muitos jogadores que também irão se espelhar em mim. Participo da elite do handebol, mas as chances do Brasil nessa Olimpíada são muito pequenas", disse Bruno, autor do gol contra a Argentina que deu ao Brasil o título dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e a classificação para Atenas.

Na mesma eleição da IHF, o croata Ivano Balic, foi eleito o melhor do mundo --seu país foi medalha de ouro em Atlanta e campeão mundial em 2003. O sueco Peter Gentzel ficou em segundo lugar --a Suécia, vice-campeã olímpica em Sydney-2000 (perdeu a decisão para a Rússia), não se classificou para Atenas. Pela primeira vez a eleição teve participação popular.

"Na Europa existem muitos países, como Alemanha, Espanha, França, Portugal e Itália, com estrutura muito boa e equipes fortes. Aqui [no Brasil], em comparação com esses países europeus, o handebol esta nascendo", disse o armador.

Segundo o atleta, que está na Alemanha desde 1999, a principal diferença na Europa está nos salários. "Lá os jogadores recebem de € 5 mil [pouco mais de R$ 18 mil] a € 20 mil [quase R$ 75 mil]", disse Bruno, que afirmou que não voltaria a jogar por uma equipe brasileira.

No Brasil, os salários são mais modestos. "Aqui um atleta de ponta pode ganhar R$ 2 mil", revelou o central Ivan Bruno Maziero, 35, que atua pela Metodista de São Bernardo.

"O handebol na Europa é o futebol para nós", disse o técnico da seleção, Alberto Rigolo, que quer melhorar a performance anterior e tentar passar ao menos para a outra fase na Olimpíada. "Ficar entre os oito melhores será o nosso objetivo."

Doze seleções disputam o torneio de handebol olímpico, divididas em dois grupos. O Brasil está na Chave B, ao lado de Alemanha (5ª colocada em Sydney-2000), França (6ª em Sydney), Hungria (6ª no Mundial de 2003), Grécia (estreante em competições internacionais) e Egito (15ª no mundial de 2003).

"Nossa briga mesmo será contra a Grécia e o Egito", disse o armador Winglitton Barros, o China, 30, que atua na Metodista e está indo para sua segunda Olimpíada.

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