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04/12/2001 - 04h17

Saiba o que pensa Filomena Matarazzo Suplicy, avó de Supla

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da Folha de S.Paulo

Ela é a avó do cantor Supla, sogra da prefeita Marta Suplicy, mãe do senador Eduardo Suplicy. Quer mais? É neta de Francesco Matarazzo, o fundador do império industrial que foi o maior da América do Sul. Foi sogra do ex-ministro Dilson Funaro.

Aos 93 anos, dona Filomena Matarazzo Suplicy viveu encontros e desencontros que deixam no chinelo os de Eduardo e Marta, hoje protagonistas da separação mais noticiada do momento.

O pai dela, Andrea, foi preterido do testamento feito em vida por Francesco Matarazzo. O primeiro marido, Anésio, morreu quando ela estava grávida de sete meses. O segundo marido, Paulo Suplicy, esperou três anos para que o luto passasse. Filomena chegou a pedir que ele nunca mais aparecesse em sua casa, como prova de amor.

Paulo não desistiu. Eles acabaram casando e tendo nove filhos, 39 netos e dezenas de bisnetos. Ao lado do senador Suplicy, que chorou ao ver o depoimento que Marta fez para o filho Supla no domingo, em "Casa dos Artistas", dona Filomena, filha de uma fundadora da Liga das Senhoras Católicas, falou da modernidade de filhos, noras e netos.

Folha - A senhora tem visto o Supla na TV?
Filomena -
Eu não assisto tanto porque é muito tarde. Mas, quando vejo, acho que ele é um verdadeiro artista. Desde pequeno, ele sempre foi muito bonitinho. Muito esperto.

Folha - E quando ele apareceu em casa tatuado e com aquele cabelo arrepiado?
Filomena -
Tatuado? Eu não reparei. O cabelão, eu acho que para um artista está muito bom.

Folha - A senhora gosta das músicas dele?
Filomena -
Não é bem meu gênero, mas acho que são bonitas.

Folha - Quando a Marta aparecia na TV Globo falando de sexo, a senhora via?
Filomena -
Ah, via, achava muito bom. Eu sempre achei que ela explicava bem as coisas. Acho certo explicar tudo. É muito bom a gente saber como são as coisas. Eu nunca me importei com isso. O que para mim é muito importante é a religião. Sou católica, praticante, e acho que a fé é talvez a coisa mais importante da vida.

Folha - Quando seu filho, o senador Eduardo, se separou da prefeita Marta, ele veio para a sua casa. O que a senhora sentiu quando ele chegou aqui com a mala?
Filomena -
Fiquei com pena. Acho triste. Como eu acho triste até hoje. Eu fico até pensando, como é que eu não consegui ajudar? Também, não tentei muito... Anos atrás, eu e meu marido fizemos parte de uma organização chamada equipe de casais, fundada no Canadá. A única obrigação do casal era conversar duas horas por semana, sozinho. Podia ser em qualquer lugar, menos na cama. Ali não valia.

Folha - Por quê?
Filomena -
A cama tem outros atrativos, outra finalidade, e não fica uma conversa séria.

Folha - E a senhora nunca conseguiu aconselhar os dois a ter esse tipo de diálogo?
Filomena -
Eu nunca tive a oportunidade de saber que eles estavam se separando para poder sugerir essa conversa. Eu acho uma tristeza. Não teria um motivo assim, de não ter jeito. Tenho a impressão, no caso deles, que é uma questão de conversar. Sabe o que é? Nem considero ainda uma separação. Você acha que eles não voltam?

Folha - Não sei... É verdade que a senhora autorizou a prefeita a continuar a usar o sobrenome Suplicy, mesmo depois de separada?
Filomena -
Acho que pode usar. Nem sei se um dia ela pensa em casar de novo... Nunca mais falei com ela. Se ela se casar com outra pessoa, vou ficar com pena. Se separar para casar com outro... acho que é triste. Eu vejo o que está no jornal. Mas a vida é dela. Se fosse filha minha, podia dar um conselho, mas talvez nem adiantasse. A gente não pode mudar o mundo nem criticar ninguém.

Folha - A senhora vai votar em quem para presidente?
Filomena -
Se o Eduardo for candidato, voto nele. Voto sempre no PT. Mas não é porque voto no PT que os outros são ruins. Acho o Fernando Henrique bem honesto, trabalhador.

Folha - E a prefeita Marta?
Filomena -
Ela está fazendo um trabalho bom, mas não consegue tudo o que quer. Mas não culpo ela. É muito difícil. Acho que ela trabalha muito bem, é dedicada.


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