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13/12/2002 - 03h20

"Xuxa e os Duendes 2" tenta recuperar recorde de bilheteria

LAURA MATTOS
da Folha de S. Paulo

Com a estréia hoje, em 300 salas, do filme "Xuxa e os Duendes 2 -No Caminho das Fadas", a apresentadora mostra que continua acreditando (mercadologicamente) nas criaturinhas verdes.

Deu aos seres do outro mundo, no entanto, uma missão bem mais pesada do que a enfrentada por eles no ano passado, em "Xuxa e os Duendes". Agora, os monstrinhos têm de recuperar o recorde de bilheteria nacional perdido em novembro para o badalado "Cidade de Deus".

Com mais de 3 milhões de espectadores, o filme de Fernando Meirelles tirou a rainha dos baixinhos de uma posição que ela estava acostumada a ocupar. "Xuxa e os Duendes" (2,6 milhões) foi ao primeiro lugar quando desbancou "Xuxa Popstar" (2,4 milhões), de 2000. Esse, por sua vez, havia superado o blockbuster "Xuxa Requebra" (1999), que ultrapassou a marca dos 2 milhões.

Orçado em R$ 5 milhões, "Duendes 2" teve dificuldades em captar recursos. Na tela, fica claro que o orçamento não esteve à altura da pretensão do projeto. Um bom exemplo, aliás, é uma cena imperdível em que Kira, duende interpretada por Xuxa, é agarrada por um monstro, à la primórdios de "King Kong" (detalhe: quem salva a heroína é Luciano Szafir, seu par romântico -na história).

Xuxa acreditou tanto em "Duendes 1" que manteve a mesma equipe para a segunda versão, apesar do fim do reinado de Marlene Mattos. Mas a separação teve consequências na produção do longa, segundo a Folha apurou. Xuxa vetou cantores pops e outras "celebridades", mania da antiga sócia. No ano passado, ainda restaram Wanessa Camargo e Angélica no elenco. Neste ano, só a turma da dramaturgia, entre eles Vera Fischer, Zezé Motta, Betty Lago. A exceção foi Ana Maria Braga, que estava no primeiro e voltou para dar continuidade.

Valorizar mais a "história" e menos as "celebridades" é também estratégico comercialmente. Xuxa sabe -e, depois de "Cidade de Deus", muito mais- que precisa de um produto exportável, o que não ocorreria se recheasse o elenco de pagodeiros e sertanejos.

"Duendes 1" deve estrear no México em breve e "Duendes 2" nasce em meio a um projeto de exportação ao mercado latino.

""Cidade de Deus" mostra que o cinema nacional tem potencial e estimula a concorrência. Mas não tira o espaço da Xuxa, porque é um tipo de produção que acerta esporadicamente, como "Dona Flor" [12 milhões de espectadores], enquanto as das Xuxa acertam sistematicamente, são verdadeiras franquias", diz Diler Trindade, produtor de "Duendes".

Arnaldo Carrilho, presidente da Riofilme, vê o fenômeno "Cidade de Deus" como um desafio para Xuxa. "Agora o investidor estrangeiro sabe que tem outras alternativas no Brasil, que não só filmes da Xuxa e dos Trapalhões dão retorno. Isso gera concorrência, o que é muito saudável. Mas a Xuxa continua tendo o lugar dela."

Ela parece não duvidar disso e do sucesso dos duendes, tanto que deixou o fim do filme aberto para continuação. E, na pré-estréia, voltou a dizer que crê nos verdinhos: "É ridículo não acreditar que exista outro mundo melhor do que esse". Até agora, a bilheteria tem acreditado mais no mundo de "Cidade de Deus".
 

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