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12/12/2002 - 22h49

Em "Duendes 2", Xuxa volta a ser a rainha do absurdo

CARLA NASCIMENTO
da Folha Online

Só muita coragem explica a total ausência de pudor para produzir e vender um filme como "Xuxa e os Duendes 2", que estréia amanhã em 300 salas de todo o país. É claro que tanta coragem é impulsionada pelo mercado, que tem aceitado muito bem qualquer coisa que leve o nome da "rainha dos baixinhos".

O filme começa com a duende da luz Kira (Xuxa) tendo o pressentimento de que sua amiga Nanda (Debby Lagranha) está em perigo. Ao tentar ajudá-la, a duende descobre que Nanda e seus amigos foram atacados por uma bruxa que queria se apoderar das lágrimas das crianças. Em sua "missão" a duende conhece Rafael (Luciano Szafir) , tio de Nanda, por quem se apaixona.

Enquanto isso, no mundo mágico, Algaz (Betty Lago), a bruxa-mãe, quer as lágrimas para fazer um feitiço para transformar os corações apaixonados em pedra.

Kira, já sentindo que está apaixonada por um humano, vai procurar Cléo (Zilka Sallaberry), sua mentora entre os humanos, que lhe diz que a resposta está no mundo das fadas. No caminho das fadas, a duende descobre a existência de uma criança de coração rosa, gerada a partir da união de dois seres diferentes. A lágrima desta criança é o que as bruxas precisam para completar o feitiço. Ajudada pelas fadas, Kira parte para o castelo das bruxas e desfaz a maldição.

Em meio a isso, o personagem de Luciano Szafir, cético no início da história, acaba por acreditar em fadas, bruxas e monstros e se torna o herói que salva a duende da luz das garras de um monstro, realizando a luta final contra o mal.

A história termina mostrando que o amor pode unir seres de mundos diferentes. O casal tem um filho (mais precisamente uma filha) e deverá viver muito feliz até a próxima produção da série.

Não há nenhum delírio em reunir em um mesmo filme fadas, bruxas, monstros, duendes e princesas, mas some-se a tudo isso colocar monstros que saem do nada, personagens não contextualizados na história ou um merchandising forçado para vender de biscoitos e leite em pó a curso de inglês. O resultado é um verdadeiro "frankstein".

Aliás, o que é aquela cena em que o personagem de Xuxa é capturado por um monstro, fazendo uma referência pra lá de tosca a "King Kong"?

Dizer que "Xuxa e os Duendes 2 - No Caminho das Fadas" é mais um filme ruim, produzido em série e que coloca o marketing acima de qualquer coisa é chover no molhado.

Apesar disso, ao apostar na presença de nomes como Vera Fischer, Ana Maria Braga, Zezé Motta, Betty Lago e Deborah Secco, "Xuxa e os Duendes 2" deverá levar, a exemplo do primeiro filme, muita gente às salas de cinema e, infelizmente, não é sempre que se tem um "Cidade de Deus" para destronar a "rainha", que há três anos ocupava o primeiro lugar da bilheteria nacional e em 2002 foi desbancada pelo filme de Fernando Meirelles.

Xuxa e os Duendes 2
Produção: Brasil, 2002
Direção: Paulo Sérgio Almeida e Rogério Gomes
Com: Xuxa Meneghel, Luciano Szafir
Quando: a partir de hoje, nos cines Central Plaza 2, Iguatemi 1 e circuito
 

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