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26/05/2003 - 11h07

Cena de "Tiros em Columbine", de Michael Moore, foi falsificada

ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR
Colunista da Folha de S.Paulo

Se você ainda acredita no ser humano, pare de ler esta coluna agora. O que vem a seguir pode ser uma decepção dolorosa demais.

"Escuta Aqui" de hoje vai contar a verdade sobre um dos nomes mais respeitados e inatacáveis (até agora) da indústria do entretenimento: o documentarista americano Michael Moore, vencedor do Oscar de 2003 por "Tiros em Columbine", em cartaz no Brasil.

Quando teve a coragem de fazer um discurso fulminante contra George W. Bush e companhia bela, na entrega do Oscar, Michael Moore foi elogiado em todos os cantos de nosso planetinha azul -inclusive em "Escuta Aqui".

Isso porque Moore, figura bizarra, tem como especialidade, em seus filmes e programas de TV, arranhar a fachada asséptica da sociedade americana.

O documentário "Tiros em Columbine", por exemplo, ridiculariza uma obsessão atávica da população dos EUA: a posse de armas "para defesa".

Na cena mais marcante do filme, aquela que todos comentam ao sair do cinema, ele mostra um banco do sul do país que dá um rifle de brinde a quem abre uma conta. Moore está lá, no tal banco, e tira uma onda com a tiazinha responsável pela promoção.

Agora vem a bomba: a cena foi armada.

A revelação está na recém-lançada revista nova-iorquina "Radar", que destaca, em seu número de estréia, as personalidades mais intragáveis dos Estados Unidos. Michael Moore é uma delas.

Segundo a reportagem, o procedimento normal do banco é dar ao novo cliente uma espécie de vale-rifle. A arma só pode ser retirada na loja depois de uma investigação sobre os antecedentes da pessoa.

Moore conseguiu convencer a funcionária do banco de que essas várias etapas estragariam o ritmo do filme. Ela aceitou, então, entregar o rifle no ato -para acabar espinafrada sem dó na edição final.

Um ex-empregado dá a seguinte declaração à "Radar": "Se reuníssemos todas as pessoas para quem trabalhar com Michael foi a experiência mais desagradável de suas vidas, teríamos de alugar um estádio bem grande."

O texto sobre Moore na "Radar" é pequeno, mas devastador. Conta que ele, suposto campeão dos direitos civis, pressionou o quanto pôde sua equipe de redatores para que eles não se filiassem ao sindicato da categoria. Não conseguiu.

Numa palestra no Museu da Tolerância de Los Angeles desdenhou de estudantes que lhe perguntaram se a limusine parada na porta era dele. Depois, esperou todos irem embora... e embarcou na limusine!

Moral da história: não acredite em nada nem ninguém. Depois não diga que eu não avisei.

Álvaro Pereira Júnior, 40, é editor-chefe do "Fantástico" em São Paulo
 

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