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11/10/2007 - 17h26

Feiúra é mais divertida que beleza, diz Umberto Eco

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da Reuters, em Frankfurt

Narizes com verrugas, pele flácida e coxas gordas podem ser belos e fascinantes, segundo o escritor e acadêmico italiano Umberto Eco, que teceu elogios a corpos pouco convencionais na Feira do Livro de Frankfurt, nesta quinta-feira (11).

Eco, que está divulgando seu novo livro, "On Ugliness" (sobre a feiúra), disse que os corpos feios são mais interessantes que os belos, porque a feiúra não conhece limites.

"Descobrimos como é divertido buscar a feiúra, porque a feiúra é mais interessante que a beleza. A beleza frequentemente é entediante. Todo o mundo sabe o que é a beleza", disse o autor de "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault" no lançamento de seu novo livro.

Efe
Escritor italiano Umberto Eco reflete sobre feiura em novo livro
Escritor italiano Umberto Eco reflete sobre feiura em novo livro

"Com a feiúra, há uma infinidade de formações que podem ocorrer -- pode-se produzir um gigante, um anão, um homem como Pinóquio, com nariz comprido", disse ele.

O livro, que desenvolve o tema de "História da Beleza", que Eco publicou em 2004, narra a história da feiúra ao longo dos anos, fazendo referências a pinturas célebres como "Mulher Chorosa", de Pablo Picasso.

Embora Eco tenha admitido que a feiúra, assim como a beleza, está nos olhos de quem a contempla, ponderou que esse pendor pelo que é formado com estranheza é, na realidade, um traço universal.

"Existem rostos horrorosos dos quais gostamos. Jerry Lewis é feio, mas gostamos dele", disse Eco, referindo-se ao semblante amigável do humorista norte-americano.

Na outra extremidade da escala, o rosto do diabo pode provocar asco ou fascínio, disse Eco, acrescentando que até mesmo imagens de figuras santas revelam um fascínio com o feio.

Mas o escritor relutou em revelar seu gosto pessoal, embora tenha demonstrado apreciação por corpos de formato mais arredondado.

Indagado se achava atraente a figura de uma mulher nua e rechonchuda pintada por Fernando Botero, Eco respondeu: "Pelo menos ela não é anoréxica".

Mas, indagado sobre uma pintura do século 16 de "Uma Velha Mulher Grotesca", do artista flamengo Quinten Massys, que mostra uma mulher de boca caída e rosto que se assemelha ao de um velho, o escritor respondeu: "Talvez eu pudesse dizer, não é meu tipo!"

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