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03/08/2003 - 12h22

Críticos de arte questionam obra "Cloaca"

ALEXANDRA MORAES
da Folha de S.Paulo

Para críticos de arte brasileiros, a idéia de Wim Delvoye não vai muito além do choque gratuito.

"Quando Piero Manzoni, já há mais de 40 anos, produzia suas latinhas de 'Merda de Artista', contava a seu favor, pelo menos, com certa novidade. Se é que novidade é, em si, qualidade", pondera Olívio Tavares de Araújo.

"O problema não está em o material ser cocô, xixi, chocolate, sangue de barata, esperma de polvo ou qualquer outra coisa igualmente insólita. O problema está em querer 'épater le bourgeois' [chocar o burguês], despertar o escândalo e fazer com que a esquisitice por si só adquira foros de arte", continua Araújo.

"O que me deixa estarrecida é a escala e os valores envolvidos, como se garantissem alguma coisa. Por que uma cloaca desse tamanho, a não ser para ganhar a mídia?", questiona Lisette Lagnado.

Para Tadeu Chiarelli, "Cloaca" "estetiza os atos de ingerir e defecar, retirando do corpo humano essas funções. Transforma todo o sistema em mercadoria, em fetiche".
 

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