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01/10/2004 - 10h40

Concretista Anatol Wladyslaw morre de parada cardíaca em SP

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da Folha de S.Paulo

O artista plástico polonês Anatol Wladyslaw Naftali, 90, um dos integrantes do grupo concretista Ruptura, nos anos 1950, morreu na manhã de ontem, em São Paulo, devido a uma parada cardíaca.

Wladyslaw foi encaminhado ao hospital Albert Einstein, em São Paulo. Devido ao feriado judaico de Sucot, o corpo será velado apenas no final da tarde de sábado, de onde seguirá para o enterro, no domingo, no cemitério Israelita do Butantã (localizado na zona oeste de São Paulo).

Nascido em Varsóvia (Polônia) e naturalizado brasileiro em 1930, quando passou a morar em São Paulo, Wladyslaw formou-se engenheiro eletrônico pelo Mackenzie em 1937.

A pintura começaria a entrar em sua vida em 1944, quando estudou com artistas como Samson Flexor e Lucy Citti Ferreira. Três anos depois, fez sua primeira exposição, no Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, em SP.

Wladyslaw ficaria mais conhecido por seu trabalho no concretista Ruptura. Sua entrada "oficial" no grupo foi em 1952, quando participou de uma exposição coletiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, ocasião em que seria assinado o manifesto Ruptura.

"A arte antiga foi grande, quando foi inteligente. Contudo, a nossa inteligência não pode ser a de Leonardo. A história deu um salto qualitativo: não há mais continuidade!", eram algumas das afirmações presentes no documento.

O convite para se juntar aos concretistas partiu de Waldemar Cordeiro e Luiz Sacilotto, que ficaram impressionados com os trabalhos de Wladyslaw presentes em sua exposição individual na galeria Domus, um ano antes. Na época, a obra do polonês era abstracionista e geométrica.

Fariam parte do grupo outros nomes, como Geraldo de Barros, Kazmer Féjer, Leopoldo Haar e Lothar Charoux.

Novos caminhos

Esta fase duraria até 1954, quando se encaminhou para um abstracionismo mais lírico. Em 1961, na sexta edição da Bienal de Artes de São Paulo, Wladyslaw foi um dos expositores premiados, ao lado de nomes como Lygia Clark e Iberê Camargo.

A partir de então, a carreira do artista tomaria novos rumos. No mesmo ano, venceu um concurso da Ford Foundation e recebe uma bolsa de estudos nos Estados Unidos. Entre 1969 e 1972, torna-se presidente da Associação Internacional de Artistas Plásticos - Seção Brasileira.

"Se me perguntarem o que é arte para mim, diria que é tudo o que é significativo e revelador na minha vida. Diria, outrossim, que a visualizo como sendo uma ponte ou ligação espiritual. Ponte, que me aproxima do universo, dos homens e do seu criador", escreveu o artista em texto disponível no site do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-SP). Entre suas últimas exposições em São Paulo estão aquelas realizadas na Pinacoteca do Estado, no ano passado.

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