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11/06/2005 - 09h23

Instalação de francesa é grande vencedora da 51ª Bienal de Veneza

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FABIO CYPRIANO
Enviado especial da Folha de S.Paulo à Veneza

Dinheiro, dinheiro, dinheiro. O que há muito tempo já se comenta sobre as premiações da Bienal de Veneza foi confirmado ontem. O Leão de Ouro para melhor pavilhão nacional foi entregue para a artista Annette Messager, que durante um ano preparou a sua instalação para o pavilhão francês a um custo estimado de 2 milhões de euros (cerca de R$ 6 milhões).

Messager criou um ambiente onírico baseado na fábula de Pinóquio, tendo trabalhado num cinema da periferia parisiense com as proporções semelhantes ao espaço francês no Giardini, onde está alocada a maior parte das representações nacionais na Bienal de Veneza.

O próprio ministro francês da Cultura, Donnedieu de Vabres, esteve presente ontem à solenidade, o que atesta a certeza da França em receber o prêmio.

Já o Leão de Ouro para melhor artista exposto nas mostras sob a responsabilidade das curadoras Rosa Martínez e María de Corral foi concedido ao alemão Thomas Schütte. "Suas esculturas e trabalhos gráficos são desenvolvidos em um caleidoscópio como uma obra muito coerente. Representando a figura humana, o trabalho apresenta questões sobre a modernidade e o papel do indivíduo", afirmou a curadora Geeta Kapur, presidente do júri que concedeu a premiação.

O prêmio mais ousado foi entregue à artista da Guatemala Regina José Galindo, com o Leão de Ouro para artistas com menos de 35 anos. Galindo apresentou três projeções com ações da artista na cidade, entre elas caminhando nua. Segundo Kapur, Galindo "incorpora uma ação corajosa contra o poder em seu tríptico visualmente preciso de performance e documentação."

A 51ª edição da Bienal de Veneza é aberta ao público amanhã e fica em cartaz até o dia 6 de novembro. A mostra conta com 70 representações nacionais, número recorde no evento, além de cerca de 90 artistas nas mostras organizadas pelas curadoras Corral e Martínez, que a partir de agora irá trabalhar em São Paulo, como co-curadora de Lisette Legnado, da bienal paulistana.

Pelo Brasil, a mostra conta com os artistas Caio Reisevitz e o grupo Chelpa Ferro. Outros cinco brasileiros estão presentes nas demais mostras italianas.

O jornalista Fabio Cypriano viajou a convite da Bienal de Veneza.
 

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