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07/12/2005 - 15h16

Até Playmobil chora fiasco de Bang Bang

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da Folha Online

A importadora brasileira do Playmobil, clássico dos anos 80, desistiu de produzir o brinquedo em 2006 em sua fábrica. Em outubro, a empresa estava animada com a estréia da novela "Bang Bang", cuja abertura usa bonecos que lembram o simpático homenzinho alemão.

Divulgação
Fiasco de Bang Bang inibe volta de Playmobil
Fiasco de Bang Bang inibe volta de Playmobil
Mas "Bang Bang" corre o risco de entrar para a história como a pior trama das 19h no Ibope --sua média atual é de 25 pontos, contra 14 da Record (que exibe a novela "Prova de Amor", repleta de atores com pouca roupa nas praias cariocas), informa a coluna "Televisão", publicada na edição de hoje da Folha.

Sediada na cidade de Pomerode (SC), a Calesita, que distribui o Playmobil no Brasil, voltou atrás e engavetou o projeto de abrir uma linha de produção do brinquedo no Brasil em 2006. A empresa vai continuar importando o produto da Argentina. Nas lojas de brinquedos, o modelo mais simples é vendido por cerca de R$ 10.

A Calesita evita relacionar a pausa no projeto com a baixa audiência da novela da Globo. Em outubro, em entrevista gravada, o gerente nacional de vendas da Calesita, José Airton Maiolino, não escondia a empolgação: "A novela é um gancho excepcional para o produto voltar com tudo. Até aumentamos as encomendas da linha do velho oeste [tema de Bang Bang], que deve ser muito procurada."

Agora, a empresa prefere guardar em segredo o desempenho das vendas dos bonecos, alegando que esses dados são estratégicos. Em outubro, o executivo da Calesita informava que a empresa estava pronta para tocar o projeto da fábrica: "Temos toda a infra-estrutura para a fabricação; dependemos apenas dos moldes que serão enviados da Alemanha."

"Bang Bang"

A Globo escalou Carlos Lombardi, 47, experiente autor de novelas das sete ("Quatro por Quatro", "Vira Lata", "Uga Uga") para injetar comédia na história e "salvar" a novela, informa a coluna "Televisão".

A novela parece repetir as dificuldades enfrentadas por "América" --a trama anterior das oito trocou de diretor no começo e enfrentou rejeição de alguns críticos.

A performance da atriz Fernanda Lima em "Bang Bang", que vive Diana Bullock, vem sendo bastante criticada, a exemplo do que ocorreu com Deborah Secco, protagonista de "América".

Mas a atuação da ex-VJ da MTV não é a única causa da queda da audiência. O folhetim das sete perdeu seu criador, o autor Mario Prata, que deixou a obra para tratar uma doença, logo após a estréia.

Há também uma forte concorrente no mesmo horário, a contemporânea "Prova de Amor", da Record, que, no segundo lugar na audiência, tem roubado alguns telespectadores da emissora carioca.

A última estratégia da Globo para recuperar a produção "western" foi destacar o tom folhetinesco e incrementar o romance entre os mocinhos da história --Diana e Ben Silver (Bruno Garcia). O efeito das mudanças ainda não repercutiu muito nos números.

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