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27/10/2000 - 13h42

Especial da Globo vai relembrar novelas e séries mais famosas

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JANAÍNA NUNES
do Agora São Paulo

Amanhã é dia de matar as saudades. A escrava Isaura, a viúva Porcina, a fera Juma Marruá e o prefeito de Sucupira Odorico Paraguaçu são apenas alguns dos personagens que estarão de volta no especial TV 50 Anos dedicado às novelas e séries, que a Globo transmitirá a partir das 22h.

A seleção das tramas foi feita de acordo com a opinião do público _cerca de cem pessoas ouvidas pela produção. Depoimentos de artistas, autores também estão na atração, cujo roteiro foi escrito pelo novelista Silvio de Abreu.

"O programa saiu como público pediu. Fomos para rua e o que foi lembrado está no especial. Além disso, gravamos as declarações mais significativas dos telespectadoras, dos atores e autores", disse.

Cerca de cem pessoas de todo o país ajudaram a montar o programa "TV Ano 50" que, amanhã, às 22h, trará como tema a história da teledramaturgia brasileira.

"Gravamos as declarações mais significativas dos telespectadoras, dos atores e autores", diz o escritor Silvio de Abreu, que fez o roteiro do programa.

Abreu garante que o programa terá depoimentos emocionados de desconhecidos e famosos, que devem render muitas lágrimas aos mais saudosistas.

De acordo com o autor, o especial não vai seguir uma história ou cronologia. "Será uma espécie de documentário, mas está leve e com ritmo", disse.

A atração não vai se limitar às novelas globais. Abreu conta que tramas como "Pantanal" (1990) e "Dona Beija" (1986), ambas da extinta Manchete, "Éramos Seis" (1994), do SBT, e "Os Imigrantes" (1981), da Band, não poderiam faltar. Também serão lembradas novelas da Tupi e da Excelsior.

Séries inesquecíveis como "Anarquistas Graças a Deus" (1984), "Anos Dourados" (1986) e "Anos Rebeldes (1992) têm espaço garantido no programa.

O especial começa com depoimentos dos casais mais famosos da TV brasileira, como Glória Menezes e Tarcísio Meira, que protagonizaram a primeira novela diária do país, "2-5499 Ocupado" (1963).

Outro par romântico lembrado pelo público foi Hélio Souto e Rosamaria Murtinho, que interpretaram doutor Raul e Maria Aparecida em "A Moça que Veio de Longe" (1964). "Foi a primeira novela brasileira a criar ídolos."

Um batalhão de atores foi escalado para apresentar o documentário. Lucélia Santos vai falar de "Escrava Isaura" (1975) e "Sinhá Moça" (1986), tramas de sucesso das quais participou. Fernanda Montenegro, Eva Wilma, Milton Gonçalves, Aracy Balabanian e Betty Faria, entre outros nomes, também participam.

Os atores novatos e suas tramas não foram esquecidos. Thiago Lacerda, Reynaldo Gianecchini e Maria Fernanda Cândido contam em quem se inspiraram para virar atores. Regina Duarte, por exemplo, foi a fonte de inspiração para Ana Paula Arósio.

"Está inesquecível. Vale a pena assistir para relembrar tramas marcantes. São muitas, mas tentei dar a importância que merecem", afirma Silvio de Abreu.

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