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03/01/2006 - 09h00

Globo estréia nesta terça minissérie sobre JK

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JULIANA ALENCAR
do Agora

Estréia hoje, após "Belíssima", "JK", superprodução da Globo que recontará a história de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Ao custo de R$ 450 mil por capítulo e com um elenco de quase 200 personagens, a minissérie narrará do nascimento do ex-presidente, em Diamantina (MG), até sua morte, ocorrida em um acidente de carro, na via Dutra.

Divulgação
Wagner Moura interpreta JK ainda jovem
Wagner Moura interpreta JK ainda jovem
As gravações começaram em outubro. Até agora, já foram finalizados os capítulos que mostrarão JK jovem. Neste mês, serão gravadas as cenas da terceira fase da minissérie.

Um dos políticos mais populares do país (foi o responsável pelo processo desenvolvimentista, sintetizado no slogan "50 anos em cinco"), Juscelino terá sua vida pessoal esmiuçada pela primeira vez na TV.

"Não será uma minissérie chapa-branca", avisa Maria Adelaide Amaral, que assina com Alcides Nogueira a autoria da telebiografia, autorizada pela família do político.

"JK" será dividida em três fases. Na primeira, que dura apenas o primeiro capítulo, serão retratados seu nascimento e a infância. A segunda mostra, em 15 episódios, a chegada do rapaz (Wagner Moura) a Belo Horizonte. Lá, cursa medicina, conhece sua mulher, Sarah (Deborah Falabella), e começa a carreira política.

Divulgação
Débora Falabella será par de Moura
Débora Falabella será par de Moura
Já a terceira fase da trama apresenta a trajetória do político até a Presidência, a vida no exílio e a morte. José Wilker e Marília Pêra interpretam o casal Kubitschek neste período. É nessa fase que se concentram os casos extra-conjungais de Juscelino e as ferrenhas disputas com Carlos Lacerda (José de Abreu), seu inimigo político na época.

"A vida de JK é muito rica, em todos os aspectos. É basicamente uma saga --e isso, por si só, renderia uma minissérie. Mas decidimos retratar também o momento histórico", diz Maria Adelaide Amaral, que lançou mão de personagens e histórias fictícias para conseguir tal resultado.

É daí que se justificam os dois núcleos paralelos de "JK" --o primeiro, encabeçado pela sofrida Salomé (Deborah Evelyn), que teve sua vida influenciada pelos ideais de JK, e o segundo, pela batalhadora Lilian Gonçalves (Mariana Ximenes), filha da cozinheira do ex-presidente, que ajudará a contar a história dos operários que construíram Brasília-- e os mais de 30 personagens que não existiram na vida real mas que terão papéis fundamentais na trama.

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