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30/01/2006 - 22h25

Na estréia, "clone do JN" dobra audiência da Record

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

A estratégia da TV Record de "clonar" o "Jornal Nacional" deu certo. Pelo menos na estréia, na noite desta segunda-feira. Segundo dados preliminares do Ibope, o "Jornal da Record" apresentado pela dupla Celso Freitas e Adriana Araújo dobrou sua audiência --média de 14 pontos, com picos de 24 pontos.

No mesmo horário, ainda segundo os dados divulgados pela Record, a Globo teve média de 40 pontos, e o SBT, de 6 pontos. Cada ponto de audiência medida pelo Ibope equivale a 49,5 mil domicílios na Grande São Paulo.

Segundo a assessoria da Record, além da estréia do novo formato, o bom desempenho também teve ligação com a alta audiência da novela "Prova de Amor", que precede o jornal e, nesta segunda-feira, registrou média de 22 pontos.

"Clone"

Os apresentadores do "JR" são os ex-globais Celso Freitas e Adriana Araújo. Eles substituem Boris Casoy, que não concordou com o projeto de "clonagem" e saiu da emissora no fim de 2005.

Mas não são só apresentadores que dão cara de Globo para o "Jornal da Record". O novo cenário é uma cópia do "JN", apesar de a emissora falar oficialmente que a "inspiração" veio de telejornais norte-americanos. Até a Redação ao fundo, que virou marca do "Jornal Nacional", está no "JR". São poucas as mudanças, como a cor da bancada e a posição dos apresentadores. Dá até para brincar de procurar as diferenças.

A "clonagem" inclui também a equipe de reportagem. Em São Paulo, apenas um repórter do antigo "JR" foi mantido, Celso Teixeira. Todos os outros foram garimpados na Globo, como Lúcio Sturm, Silvestre Serrano e a veterana Abigail Costa, entre outros.

E não é só na tela que o "JR" tem ar global. Com o valor do alto salário de Boris Casoy, foi possível contratar também produtores e editores de telejornais da Globo.

À Folha, Douglas Tavolaro, 28, diretor de jornalismo da emissora, negou o projeto de clonagem. "A idéia não é fazer um clone do "Jornal Nacional". A gente quer ter um caminho próprio, com a cara da Record." Mas, em seguida, orgulha-se: "Montamos um time de jornalistas de primeira, todos da Globo. Entre produtores e editores, tiramos oito profissionais deles".

Segundo Tavolaro, a Record fez "um ataque a Pearl Harbor [bombardeio do Japão nos EUA, em 1941]" para tentar contratar globais. "Convidamos vários de uma vez para dar menos tempo para a Globo cobrir as propostas."

O "JR" terá correspondentes em Tóquio, Jerusalém e em alguma capital africana, a ser definida, além de Londres e Nova York.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre o "Jornal da Record"
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