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27/04/2006 - 20h30

Anti-herói de "Macunaíma" inspira "Cobras & Lagartos"

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DIÓGENES MUNIZ
da Folha Online

João Emanuel Carneiro, autor de "Cobras & Lagartos" (Globo), aposta na empatia do personagem Foguinho, vivido por Lázaro Ramos, para deslanchar o ibope da novela, que estreou na última segunda-feira no horário das 19h. Ele compara Foguinho, um homem-placa que finge ser rico, a "Macunaíma", clássico da literatura brasileira, de Mário de Andrade (1893-1945), e do cinema (1969) na pele de Grande Otelo (1915-1993).

Zulmair Rocha/Folha Imagem
João Emanuel Carneiro, autor de "Cobras & Lagartos"
João Emanuel Carneiro, autor de "Cobras & Lagartos"
Ele evitou comentar a acusação de plágio. Em reportagem publicada hoje pela Folha, os cineastas Walter Salles e Daniela Thomas dizem que o mocinho da nova novela, um motoboy interpretado por Daniel de Oliveira, é cópia de personagem do longa "Linha de Passe", que os diretores iriam filmar no próximo semestre.

A seguir, leia trechos de uma entrevista da Folha Online feita com Carneiro, por e-mail.




Folha Online - Na estréia da novela, "Cobras & Lagartos" foi vista como apelativa. Como o sr. responde a isso?

Divulgação
Lázaro Ramos vai atuar ao lado da namorada
Lázaro Ramos interpreta anti-herói Foguinho
João Emanuel Carneiro - Numa estréia de novela, nos deparamos com críticas infinitas que se baseiam apenas no primeiro capítulo e não na obra completa. Algumas boas, outras nem tanto assim. Acho que o importante é que todos tenham liberdade para expressar suas opiniões.

Folha Online - Alguns personagens, como a vilã interpretada por Carolina Dieckmann, são apontados como estereótipos, bem como os mocinhos da história. Há como um folhetim se desprender desta característica de jogar com preto no branco?

Carneiro - Acho que sim. O Foguinho, por exemplo, personagem interpretado por Lázaro Ramos, pode ser considerado um anti-herói. Ele não é o mocinho nem o vilão. Ele é um pouco a Dora de "Central do Brasil" [filme de Walter Salles, que hoje acusa Carneiro de plágio], uma mulher que escrevia carta para analfabeto e não colocava no correio e, ainda assim, o povo gostou dela. Ele é um Macunaíma que tem uma empatia, mas que tem também um lado do safado, do esperto, do romântico, do mentiroso e do sobrevivente.

Follha Online - O sr. acredita que o público prefere algo mais mastigado?

Divulgação
Mocinha Bel [à esq.] e a vilã Leona: estereótipos da trama
Mocinha Bel [à esq.] e a vilã Leona: estereótipos da trama
Carneiro - Acho que as novelas em geral precisam surpreender o espectador que, cada vez mais, exige que seja contada uma história a cada capítulo. Acho o horário das 19h um desafio. É um horário que não tem uma fórmula. Aliás, fórmula para televisão é bem difícil. É impossível prever o que o público quer naquele momento. Eu estou tentando fazer o melhor possível em uma novela em que acredito, que gosto e que acho bacana.

Folha Online - O que os espectadores podem esperar para os próximos capítulos?

Carneiro - Muito romance, ação e humor.

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