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14/11/2006 - 11h24

Com sexo e violência, novela "Paixões Proibidas" estréia na Band

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DIÓGENES MUNIZ
da Folha Online, no Rio*

Um escravo é assassinado num episódio. Uma tentativa de estupro acontece no outro. Alguns capítulos depois, um casal protagoniza uma tórrida cena de sexo apoiado numa mesa. Se seguir a linha de seu vídeo de divulgação (em que quatro cenas de sexo couberam num clipe de 5 minutos), a novela "Paixões Proibidas', que a Band estréia hoje às 22h, será a mais picante lançada em 2006.

A ambição do canal é grande, sobretudo para o horário em que a novela de época será exibida. "Quanto mais opções melhor. A fase do monopólio está definitivamente superada no Brasil", afirma Marcelo Parada, vice-presidente da Band, referindo-se ao tradicional domínio da Globo na teledramaturgia nacional.

Divulgação
Cena da novela da Band "Paixões Proibidas", que estréia em 14 de novembro
Cena da novela da Band "Paixões Proibidas", que estréia em 14 de novembro
Segundo ele, "Prova de Amor" (Record) foi um bom exemplo de como é possível incomodar a Globo. "Com a única diferença que não temos o dízimo, vivemos do nosso próprio recurso", ironiza, sobre a estreita ligação entre a Record e a Igreja Universal.

Estima-se que cada capítulo de "Paixões Proibidas" deva custar cerca de R$ 160 mil --estão previstos 160 capítulos. A novela é co-produzida pela emissora portuguesa RTP (Rádio e Televisão de Portugal), mas tanto a emissora pública lusa quanto a Band evitam dizer qual é a porcentagem de gastos de cada lado.

Aimar Labaki, autor de "Paixões Proibidas", que se inspira em textos do escritor português Camilo Castelo Branco (1825-1890), aposta na ousadia da Band. "Acredito que precisamos ampliar o espectro. Não temos que pensar apenas que estamos concorrendo, mas que queremos construir caminhos novos", diz Labaki.

Mesmo como esse discurso de enfrentamento nos bastidores, a novela vai se sustentar com artistas que tiveram seus melhores momentos na própria Globo. Felipe Camargo, por exemplo, é um dos protagonistas. "Tenho certeza que este é meu melhor papel em vinte anos. Só dá para comparar com [o personagem da minissérie] "Anos Dourados" (Globo)". Outros ex-globais estarão na novela, como Suzy Rêgo, Antônio Grassi e Miguel Thiré.
Divulgação
Miguel Thiré e Anna Sophia Folch encarnam par romântico em "Paixões Proibidas" (Band)
Miguel Thiré e Anna Sophia Folch encarnam par romântico em "Paixões Proibidas" (Band)


Além do elenco brasileiro, nove atores portugueses aparecem na história, que inclusive já teve cenas gravadas em Portugal. A novela deve estrear por lá no começo de janeiro, também às 22h.

A direção da telenovela luso-brasileira é de Ignácio Coqueiro, marido da atriz Cristiane Torloni, que esteve na coletiva de "Paixões Proibidas" no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira.

Torloni, uma das mais prestigiadas atrizes da Globo, engrossa o discurso de descentralização da produção teledramatúrgica no Brasil. "Além de melhorar a dramaturgia no país, abrindo concorrência, gera novas oportunidades para os profissionais da área."

Excessos

Miguel Thiré, ex-namorado de Tiazinha, será um dos protagonistas de "Paixões Proibidas". Thiré vai encarnar o "aventureiro" Simão, par romântico de Teresa (Anna Sophia Folch). "A gente quer incomodar o espectador. Quando tem cena de briga, precisa ter briga mesmo. Quando tem cena de amor, é amor mesmo", diz Thiré.

Para o autor Aimar Labaki, as cenas serão fortes, mas de bom gosto. "Toda vez que você ousa, agrada alguns e desagrada outros. Ainda assim, acho que não teremos problemas, pois estaremos no terreno do bom gosto".

Pelo menos três histórias de amor darão conta do título "Paixões Proibidas", que é ambientada em 1805. Elas envolvem triângulos amorosos, casais de famílias inimigas e até um padre que troca sopapos e tem um "affair".

De acordo com o vice-presidente da Band, Marcelo Parada, a dose de violência e sexo aparecerá apenas quando necessário. "Será uma novela pontuada com cenas picantes e de violência quando isso exigir."

O repórter viajou a convite da Band

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