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12/12/2009 - 07h00

Novo Teatro Brasileiro de Comédia espera reforma estrutural

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LUCAS NEVES
da Folha de S.Paulo

Antes de transformar o TBC em memorial das artes cênicas, a Funarte pretende realizar ali uma reforma estrutural de custo estimado entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Está em curso uma licitação para contratar a empresa que fará um laudo técnico sobre o imóvel.

O principal problema é uma infiltração no telhado, que alimenta uma poça d'água no palco do "TBCzão", encharca o subsolo e deixa úmidas as paredes da sala Ronaldo Ciambroni (antiga Assobradado). Falta de luz e de ventilação contribuem para o mofo. Os extintores de incêndio têm a garantia vencida (outubro de 2009). E há restos de almofadas, pedaços de portas e janelas e esqueletos de poltronas por toda parte.

Lenise Pinheiro/Folha Imagem
Letreiro na fachada do teatro que teve em seus quadros atores como Cacilda Becker, Paulo Autran e Fernanda Montenegro
Letreiro na fachada do teatro que contou com atores como Cacilda Becker, Paulo Autran e Fernanda Montenegro

A Funarte diz que dois funcionários fazem diariamente a limpeza do prédio e que, ao comprá-lo, no fim de 2008, desratizou e descupinizou o local.

A manutenção é dificultada pela quantidade de anexos construídos ao longo dos anos, que multiplicaram corredores, camarins e depósitos, dando ares labirínticos à construção.

O presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, afirma que as obras na estrutura devem começar em 2010. Segundo ele, desenho definitivo, orçamento e prazo de entrega do centro de referência do teatro só serão definidos depois da reforma no "esqueleto" do prédio.

Posse da marca

Por enquanto, a ideia é que o "TBCzão" priorize montagens de textos nacionais e que a sala Ronaldo Ciambroni (no segundo andar, atualmente com 280 lugares) acolha espetáculos menores e palestras. O primeiro andar, onde hoje fica a pequena sala Repertório, receberia mostras multimídia ou exibições de figurinos e cenários históricos. A administração se acomodaria no terceiro andar.

Além de buscar financiamento, o projeto encara entrave burocrático: a empresária Magnólia do Lago, dona do imóvel de 1982 a 2008, enviou à Funarte duas notificações extrajudiciais em que pleiteia a venda da marca TBC.
Ela cobra R$ 3 milhões pela sigla TBC, outros R$ 3 milhões pelo nome Teatro Brasileiro de Comédia e mais R$ 1 milhão por equipamentos e objetos que estão no prédio -- e que, segundo a fundação, são obsoletos e, portanto, não interessam.

A Funarte diz ser detentora da marca desde novembro de 2007, quando firmou o contrato de locação que precedeu a aquisição do edifício. Há nele uma cláusula que prevê a venda das duas marcas à locatária.

Outro lado

Magnólia do Lago foi procurada pela reportagem para falar das notificações e da conservação do prédio, mas não quis se pronunciar.

 

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